Reunião ?desafoga? PS de hospital em Cascavel

O problema da saúde pública em Cascavel poderá ser amenizado pelo menos até a próxima semana. Depois que o Hospital Nossa Senhora de Salete anunciou, na última quarta-feira, que não iria mais atender pacientes pelo Sistema Único de Saúde (SUS) porque teria chegado ao limite, o governo do Estado resolveu tomar uma providência e disponibilizou 42 leitos no outro hospital da cidade, o Santa Catarina, para tentar ?desafogar? o Nossa Senhora de Salete.

Os médicos do Santa Catarina, que estavam com os salários atrasados, foram pagos e os pacientes que farim cirurgias sem urgência vão ter que esperar. Tudo isso foi definido em uma reunião ocorrida ontem, entre representantes do município, do Estado e dos hospitais.

O diretor do Nossa Senhora de Salete, Allan Pinho, disse que o Pronto Socorro (PS) do hospital poderá ficar aberto até terça-feira atendendo pelo SUS. Já a assessoria de imprensa da Prefeitura informou que o PS ficaria aberto até o dia 10 de janeiro. Outro acordo firmado entre o hospital e o município de Cascavel foi que os pacientes que forem encaminhados ao PS sejam devidamente avaliados antes mesmo de entrarem no local.

Se o caso for grave, o paciente fica no Nossa Senhora de Salete. Se tratar-se de uma ocorrência de baixa complexidade, deve-se encaminhá-lo aos PACs (Postos de Atendimento Continuado) da cidade, que são um pouco mais estruturados do que as unidades de saúde. Mas segundo Pinho, a Prefeitura de Cascavel ainda resiste em atender mais pacientes nos PACs, alegando ?falta de estrutura?.

A reportagem de O Estado entrou em contato com o prefeito em exercício de Cascavel, Vander Piaia, mas ele não foi encontrado. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, ficou acordado que as unidades básicas e os PACs vão fazer uma boa triagem dos pacientes para que sejam encaminhados aos hospitais apenas os problemas mais sérios. Também por meio da assessoria, Piaia informou que haverá uma nova reunião em janeiro para solucionar o problema e que a medida tomada agora é ?paliativa, com o intuito de evitar que a população seja prejudicada?. O Nossa Senhora de Salete não vai retirar o pedido de descredenciamento do SUS, apesar de todos os acordos firmados.

Durante a reunião, o diretor da regional de saúde de Cascavel, Jorge Trannin, voltou a afirmar que todos os setores envolvidos devem colaborar para não sobrecarregar ninguém. Segundo ele, o problema do Nossa Senhora de Salete é reflexo da falta de planejamento de fluxo dos pacientes, ou seja, o encaminhamento dos casos mais graves para os hospitais e os menos graves para as unidades de saúde. 

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