Foto: Fábio Alexandre

Nicolau Obladen: elogios à lei.

A seção do Paraná da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes-PR) apresentou ontem a programação do Seminário Regional de Resíduos Sólidos, que será realizado nos dias 26 e 27 de março, em Curitiba.

No evento, serão discutidos, entre outros assuntos, o planejamento e desenvolvimento de resíduos sólidos urbanos, a gestão de resíduos industriais e o financiamento dos serviços públicos de saneamento básico.

O seminário será um dos primeiros no Estado a discutir o saneamento básico, depois da criação da nova Lei de Saneamento (11.445/2007).

Para o engenheiro da Abes-PR, Nicolau Obladen, a nova lei é ?o sonho de toda a engenharia sanitária?. Segundo ele, a lei reúne as formas de se gerenciar água, esgoto, resíduos sólidos e drenagem urbana. ?Esses são os quatro pilares do saneamento.?

De acordo com o professor Reinaldo Santos, membro da Abes-PR, a intenção principal do evento é promover o debate do tema na sociedade. O professor Miguel Aisse, também membro da associação, ressalta que o debate é importante, já que hoje todos os municípios estão obrigados a ter um plano de saneamento básico.

Para a Abes-PR, um dos maiores problemas de resíduos sólidos urbanos é em relação aos resíduos da construção civil. A professora Maria Cristina Braga, do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal do Paraná (UFPR), diz que apesar de existir legislação nacional e até municipal, em Curitiba, sobre o assunto, não se consegue implementar suas diretrizes. ?Nenhuma transportadora, por exemplo, diz claramente onde estão sendo jogados os resíduos. Já vimos casos em que a escolha de onde jogá-los era do motorista do caminhão?, alerta Braga. O problema, segundo ela, acaba prejudicando todo o sistema de saneamento básico.