De braços cruzados

Residentes de oftalmologia param no HC

Residentes em oftalmologia do Hospital de Clinicas estão de braços cruzados desde ontem por tempo indeterminado. Os atendimentos ambulatoriais eletivos estão suspensos. A falta de estrutura para cirurgias oftalmológicas e de funcionários de enfermagem são as principais reclamações dos 18 médicos residentes do Centro da Visão do HC.

De acordo com o residente Aécio Oshiro (foto), até o início do ano passado eram feitas 15 cirurgias por dia em dois centros cirúrgicos dedicados exclusivamente à especialidade. As salas foram desativadas e os atendimentos passaram para o centro cirúrgico provisório no prédio central do HC, onde são realizadas duas cirurgias de olhos por dia.

Após indicativo de greve, no mês passado a direção do HC aceitou negociação para reabertura do centro cirúrgico ambulatorial e a paralisação foi suspensa. Naquela época, foi prometido para 15 de janeiro o plano de ação para retorno das atividades. “Ainda estamos aguardando resposta da diretoria do hospital”, comenta Oshiro.

O médico explica que, para os pacientes com perda progressiva da visão, cada dia sem cirurgia é decisivo. “Temos pacientes de todas as partes de nosso Estado e já tentaram tratamento em suas cidades. Se chegaram ao nível máximo de complexidade do SUS, que é o HC, é porque realmente não têm mais a quem recorrer”.

Não compromete

O HC informa que a paralisação não vai comprometer o atendimento nessa especialidade porque os professores da Oftalmologia vão continuar atuando. As emergências seguem funcionando normalmente.

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