Lucimar do Carmo
Devido ao acidente, veículos não podem trafegar na Rua Cláudio José Pellanda.

Moradores da Rua Cláudio José Pellanda, no Umbará, em Curitiba, não conseguem mais ter sossego. Há uma semana, um barranco desmoronou com a chuva, ameaçando algumas casas e impedindo a passagem de veículos pela via.

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?A terra quase chegou até o muro de minha casa. Dá medo, pois se chover novamente o barranco pode voltar a desabar. O pior é que tem gente que não está podendo tirar o carro da garagem, pois a Cláudio José Pellanda é sem saída e, com o desmoronamento, a rua ficou impedida?, diz o servente de pedreiro Elizeu Oliveira.

A diarista Flávia Roseli de Freitas é uma das pessoas cuja residência está mais ameaçada. A terra quase alcançou o muro de sua casa. Ela conta que estava dormindo quando o desmoronamento aconteceu. ?Eram 4h e eu fui acordada pelo barulho da terra. Desde então, não consigo mais dormir sossegada. Tenho medo que o barranco desabe novamente e invada minha casa?, comenta.

A também diarista Vera Lúcia Hoffmann, vizinha de Flávia, tem o mesmo temor. Desde o ocorrido, ela não tem ido trabalhar com medo de deixar a casa e a filha de dez anos sozinhas. ?Tenho medo de sair. Minha filha fica em casa à tarde, quando volta da escola, e temo que ela não saiba o que fazer se o barranco voltar a desmoronar.?

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Segundo os moradores, a Prefeitura já foi avisada do problema. Alguns técnicos foram até a rua e tiraram fotos do barranco, mas até agora não fizeram nada para resolver a situação e não deram qualquer parecer. ?As coisas não podem continuar do jeito que estão. Queremos que a terra seja removida. Não podemos continuar vivendo com tanto medo?, comenta Vera.

Prefeitura

A assessoria de imprensa da Prefeitura informa que será realizado um estudo geológico para que a terra possa ser removida com segurança. A Prefeitura alega que mexer no barranco antes de o estudo ser concluído pode gerar novos desmoronamentos. Não há prazo para que o problema seja resolvido, mas a administração municipal assegura que tudo será feito o mais rapidamente possível. Ao menor sinal de novos desmoronamentos, outras providências podem vir a ser tomadas. 

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