| Foto: Aliocha Maurício/O Estado |
| Regina Mary Wolski, a filha e os netos sempre participam do carnaval de Curitiba. continua após a publicidade |
A produção nos barracões das sete escolas de samba que fazem o carnaval de Curitiba está a todo vapor. A construção dos carros alegóricos e a confecção das fantasias para os cerca de 1.400 participantes começaram em janeiro. Tudo tem que ficar pronto até o dia 17, dia do desfile. Este ano a Fundação Cultural de Curitiba disponibilizou R$ 360 mil para a festa. O valor é distribuído às escolas e também gasto na iluminação e construção de arquibancadas na Avenida Cândido de Abreu.
Segundo o presidente da Comissão Executiva do Carnaval, Domingos Antônio Calva, as escolas de samba começaram a colocar a mão na massa apenas no início de janeiro, quando o dinheiro chegou. Ele reconhece que a verba poderia ter sido liberada antes, se as escolas tivessem organizado a papelada da prestação de contas exigida pela Prefeitura com mais antecedência. Segundo ele, nos últimos anos a situação tem se repetido, mas tudo deve estar pronto até o dia do desfile.
Este ano, as três escolas do grupo de ascensão receberam R$ 15 mil e as quatro do grupo especial, R$ 21 mil. O restante do dinheiro será usado para preparar a avenida, que inclui serviço de iluminação e construção de arquibancada. Segundo Calvin, a comissão resolveu substituir, neste carnaval, a licitação pelo pregão para contratar os serviços. O presidente da comissão acha que desta forma o valor gasto na festa pode ser menor, sem perder a qualidade.
Não é só nos barracões das escolas que a produção anda a mil. O mesmo também acontece na casa das famílias que são apaixonadas pela festa e não perdem um só desfile. Regina Mary Wolski, a filha e os netos são presença obrigatória na avenida. Tanto o dinheiro como a criatividade para a confecção das fantasias são de responsabilidade dos Wolski. ?Carnaval para mim é alegria, é fantasia. Cada ano a gente pode ser um personagem?, comenta Regina.
Ela conta que a paixão pelo carnaval surgiu quando ainda era criança. O avô, Oscar Schmidt, construía carros alegóricos que iam para o Rio de Janeiro e Florianópolis. Gostar da festa e passar a tradição para o resto da família foi o caminho natural das coisas.
O público esperado para assistir o evento é de 10 mil pessoas. A festa no dia 17 começa às 18h, na Avenida Cândido de Abreu, com o desfile dos blocos carnavalescos. As escolas começam a pôr o pé na avenida por volta das 20h30.