O Paraná quer desenvolver uma proposta de preservação e recuperação das florestas de araucárias que já ocupou 49% do território paranaense, mas hoje está ameaçada de extinção. A idéia da Secretaria do Meio Ambiente, em parceria com o Grupo Araucária Sul e Ministério do Meio Ambiente, é discutir com produtores rurais, empresários ligados ao setor madeireiro e entidades ambientalistas, alternativas para estimular o plantio da espécie, aliando o reflorestamento e consumo.

A iniciativa prevê o plantio de araucárias, enriquecimento de áreas degradadas e o estímulo ao plantio em áreas ociosas. Ela poderá ser implantada em 8,5 milhões de hectares, abrangendo 215 municípios do Estado. Classificada cientificamente como floresta ombrófila mista – ela faz parte do domínio da Mata Atlântica, a araucária é um fóssil vivo, pertencente a um dos gêneros mais antigos da flora do planeta. Seus primeiros registros são do período jurássico, entre 190 e 150 milhões de anos. Tudo da espécie pode ser aproveitado: madeira, resina, pinhões e as grimpas.

“Agora a lei não permite aproveitar nada, e deixando de ser útil, a araucária já está se tornando indesejada”, afirmou o engenheiro florestal, especialista em meio ambiente e coordenador da ong Instituto de Desenvolvimento Sustentável (IDS), Arnado Carlos Müller. O IDS iniciou há quatro meses o projeto Grimpa, que, semelhante ao programa do governo estadual, pretende promover a exploração econômica da espécie, bem como a sua preservação.

Quem quiser saber mais sobre o projeto Grimpa pode acessar o endereço www.grimpa.org.br .