O Projeto Cadeia Produtiva Petróleo, Gás e Energia do Paraná, parceria do Sebrae e Petrobras, é um dos temas da XVII Convenção da Faciap, em Foz do Iguaçu, nesta sexta-feira, dia 14. O consultor do Sebrae no Paraná, Pedro César Rychuv Santos, vai falar dos objetivos da parceria, do projeto de competitividade discutido para o setor e do resultado de um diagnóstico feito junto à cadeia do petróleo no Paraná.

A apresentação do Projeto está marcada para as 10h30, durante a Plenária Cases de Sucesso, organizada pela Faciap. O gerente de Suporte Operacional da Refinaria Getúlio Vargas (Repar), James Hahnemann, fará uma apresentação dos investimentos previstos para a refinaria, que fica em Araucária, para o período de 2007 a 2010. O engenheiro de produção Israel Samuel Grudtner vai falar sobre os investimentos na Unidade de Negócio da Industrialização do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul.

O diagnóstico da cadeia produtiva do petróleo e gás, realizado no primeiro semestre de 2007, traz pelo menos 84 oportunidades de negócios, para pequenas empresas interessadas em se tornar fornecedoras de segunda geração da Petrobras durante a execução de obras nas unidades da estatal no Paraná. A Petrobras deve investir, nos próximos cinco anos, 2,5 bilhões de dólares no Estado. A previsão é que sejam gerados durante as obras 18 mil empregos diretos e outros 50 mil indiretos, além de pequenos negócios.

O setor de petróleo e gás é um dos mais dinâmicos no País. Responde por cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o Projeto, municípios, estados e regiões, onde a presença da atividade é forte, obtêm taxas de crescimento mais elevadas. A Petrobras é o principal agente da cadeia e a forma de organização do mercado e o próprio porte da empresa fazem com que a estatal determine o funcionamento do segmento.

No Paraná, a participação de micro e pequenas empresas paranaenses em empreendimentos da Petrobras ainda é tímida. As oportunidades que surgem, com as obras em planejamento, estão, no fornecimento de produtos e serviços para agentes da cadeia; em atividades decorrentes do efeito renda, como hotéis; e no aproveitamento de espaços mercadológicos abertos pelas atividades da cadeia, como, por exemplo, representações comerciais.

"As oportunidades da cadeia de petróleo e gás não estão no engajamento das micro e pequenas empresas em atividades de transformação do petróleo e seus derivados, mas sim no fornecimento de uma gama de produtos e serviços necessários para que os grandes agentes operem cotidianamente", observa o consultor do Sebrae no Paraná.

A XVII Convenção da Faciap, que começou na última quarta-feira e termina nesta sexta-feira, reuniu líderes empresarias e autoridades políticas, para debater o tema "Competitividade da Micro e Pequena Empresa". A XVII Convenção da Faciap acontece no Mabu Thermas e Resort.