Foi aprovado ontem, na Assembléia Legislativa, em segunda votação, o Projeto de Lei 026/05, de autoria da deputada estadual Luciana Rafagnin (PT), que visa a proibição da instalação de catracas eletrônicas que substituam mão-de-obra humana nos veículos do transporte coletivo urbano, metropolitano, municipal e intermunicipal em todo o Paraná. Para a deputada, a automação em diversas atividades profissionais é sinônimo de desemprego e extinção de postos de trabalho, e já seria o caso da situação enfrentada por cobradores de ônibus. O projeto passará por mais uma votação, para depois ser encaminhado à sanção do governador Roberto Requião.

Estiveram presentes à votação representantes dos motoristas e cobradores ligados à Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (Fetropar), ao Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) e ao Sindicato dos Empregados em Escritórios e Manutenção nas Empresas de Transporte de Passageiros de Curitiba e Região Metropolitana (Sindeesmat). De acordo com os sindicatos, as empresas já teriam estudos para colocar esse tipo de equipamento em uso. Caso o projeto seja sancionado, a companhias só poderão adotar esse tipo de catraca daqui a 25 anos.