Projeto busca dar mais vida ao centro da capital

Transformar o centro de Curitiba em um lugar agradável, bastante movimentado mesmo à noite e nos finais de semana, seguro e de grandes atrativos turísticos é o objetivo do projeto “Centro Vivo”, que há dois anos vem sendo desenvolvido pela Associação Comercial do Paraná (ACP) e deve começar a ser colocado em prática no próximo mês de outubro.

O projeto prevê a revitalização e a animação do centro, através principalmente da criação de programas culturais. Envolve todos os comerciantes, empresas patrocinadoras e a Prefeitura Municipal na viabilização técnica de três módulos: modernização da atividade comercial, infra-estrutura e comunicação corporativa. Este último item diz respeito à criação de promoções e liquidações conjuntas por parte dos comerciantes do centro. Algo parecido com o que já é feito por comerciantes de determinados shopping centers.

A primeira fase do projeto deve durar entre doze e dezesseis meses. Depois, devem ser realizados trabalhos de manutenção. A área delimitada pelo projeto vai da Rua Jesuíno Marcondes à Tibagi e da Pedro Ivo à Cruz Machado.

“Nesse espaço, estão presentes 1.300 estabelecimentos comerciais apenas em andar térreo, por onde circulam diariamente, segundo dados do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), cerca de 140 mil pessoas”, conta o presidente da ACP, Marcos Domakoski. “Temos que fazer alguma coisa pelo centro de Curitiba, que nos últimos anos vem se deteriorando. Precisamos revitalizá-lo com urgência.”

O “Centro Vivo” nasceu de uma reivindicação feita pelos próprios comerciantes do centro e deve envolver a todos eles. Estão programadas melhorias no atendimento das lojas, novos abrigos nos pontos de ônibus e táxi, implantação de centros culturais, restauração de prédios históricos, promoção de eventos e, conseqüentemente, valorização de imóveis existentes.

A ACP ainda não calculou os custos totais do projeto, mas revela que já existem algumas empresas interessadas em patrociná-lo.

Comerciantes

Os comerciantes do centro da capital aprovam a idéia do projeto e fazem algumas sugestões sobre o que deve ser melhorado. A gerente da loja Savina Modas, localizada na Rua XV, Sônia Maria da Silva, acredita que deva haver um investimento maior em segurança. “A revitalização do centro deve contribuir para que as vendas aumentem nos estabelecimentos comerciais. Porém, de nada vai adiantar se no centro não houver segurança constante. A presença de policiais nas ruas é fundamental para que as pessoas não se afastem.”

Já a gerente da lanchonete Mister XV, também na Rua XV, Damális Ramos de Lima, aponta a necessidade de instalação de novos estacionamentos de veículos ao longo do centro. “É muito difícil para as pessoas estacionarem seus carros no centro da cidade. Isso faz com que elas prefiram fazer suas compras e refeições em shopping centers”, diz.

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