Professores da rede pública de Curitiba decidem na noite desta quinta-feira, em assembleia, se vão entrar em greve a partir do dia 14. Segundo Silmara Carvalho, diretora do Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac), há um movimento forte e crescente a favor da paralisação.

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A sindicalista relata que, após três rodadas de negociação com a prefeitura, não houve avanços nos pontos centrais da pauta de reivindicação dos professores. O prefeito Luciano Ducci (PSB) propôs um reajuste salarial de 10% para todos os servidores, entre eles os docentes. Para o magistério, a proposta inclui ainda uma gratificação chamada de Programa de Produtividade e Qualidade (PPQ). “Para nós, 10% não zera as perdas salariais históricas, que são de 14,8%, além de não termos ganho real. Se a prefeitura tem dinheiro para o PPQ, por que não coloca no salário? Queremos salário e não penduricalho”, analisa Silmara.

A categoria também pleiteia o cumprimento da lei federal que assegura a dedicação de 33% da carga horária para estudo e planejamento. “Os professores da rede municipal têm só 20% de hora-atividade”, cita a diretora do Sismmac. Outros pedidos são a diminuição dos alunos por sala de aula e melhorias no Instituto Curitiba de Saúde (ICS).

 

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