Professores das universidades federais do Paraná rejeitaram o acordo assinado pelo governo na sexta-feira e decidiram intensificar a paralisação iniciada há quase três meses. Na assembleia da Associação dos Professores da UFPR (APUFPR), ontem à tarde, apenas um dos mais de 200 participantes votou pela volta às aulas. “Mais do que a continuidade, os professores decidiram intensificar a greve porque não aceitam o acordo com o sindicato que não representa a categoria e querem que o governo reabra a negociação”, diz o presidente da APUFPR, Luis Allan Künzle.

Segundo ele, o governo não cumpriu a promessa de apresentar o plano de reestruturação da carreira até 31 de março. Além disso, cita, “o reajuste anunciado desestrutura a carreira e não atinge 3% dos professores da UFPR”. Os docentes também aprovaram moção de apoio à greve dos técnicos administrativos, por considerar “ridícula” a proposta do governo, de 5% de reajuste anual nos próximos três anos. Também foram discutidas as possibilidades de suspensão do vestibular e perda do semestre letivo, mas nenhum encaminhamento foi dado às questões.

Rejeição

Também em assembleia ontem, professores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR) decidiram manter as aulas suspensas. O acordo foi rejeitado por 88 votos a um e duas abstenções. O indicativo de retorno às aulas foi derrubado por 85 votos a dois. Seis docentes se abstiveram.