Crise na faculdade

Professores da Evangélica protestam contra atrasos salariais

Os professores da Faculdade Evangélica do Paraná paralisam as suas atividades ontem. Os docentes não receberam integralmente o salário de outubro. Havia a promessa de que eles iriam receber todo o salário no quinto dia útil de novembro, o que não aconteceu.

A paralisação foi decidida na última sexta-feira, durante assembleia realizada no Sindicato dos Professores de Ensino Superior de Curitiba (Sinpes). A princípio, esta greve é de advertência, podendo ainda acontecer uma segunda paralisação. “Nós conseguimos uma boa adesão dos professores. Chegamos a parar 70% da faculdade. O curso de veterinária foi 100% interrompido”, comentou o vice-presidente do Sinpes, Valdyr Arnaldo Lessnau Perrini. Os alunos foram orientados a não comparecer às aulas ontem e, segundo Perrini, acataram à sugestão.

Caso os salários não sejam pagos até o final do mês e os professores não recebam a primeira parcela do 13.º salário, uma nova paralisação está marcada para o dia 3 de dezembro.

Perrini afirma que o atraso nos pagamentos tem sido recorrente. “Os pagamentos têm acontecido sempre 15 ou 20 dias depois do prazo”, desabafa. A explicação dada pelo vice-presidente do Sinpes é de que a faculdade tem usado o dinheiro para gerir o Hospital Evangélico. “Não sei se o dinheiro é usado para tampar os furos da má administração ou se existe corrupção”, afirma Perrini.

A solução para tentar impedir a transferência da verba seria a criação de uma conta vinculada à Justiça do Trabalho, que priorize o pagamento dos funcionários. Dessa forma, as mensalidades seriam pagas diretamente nessa conta. “Pretendemos entrar como uma liminar”, diz Perrini.

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