Produtor deve ficar alerta para manejo da ferrugem da soja

A ferrugem asiática da soja que, na safra passada, ocorreu pela primeira vez no dia 10
de novembro, em área comercial, ainda não foi oficialmente identificada no Brasil, neta
safra. Segundo os pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária
(Embrapa), vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o atraso
na ocorrência da doença é resultado do vazio sanitário (período sem o cultivo de
soja durante a entressafra, o que reduz a quantidade do fungo no inverno) e também do atraso no cultivo da soja nesta safra, em virtude da seca.

A pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja, diz que os produtores devem ficar
atentos, porque o histórico mostra que a doença tende a aparecer, a partir da segunda
quinzena de novembro. "Na verdade, os relatos dos focos intensificam-se em dezembro e janeiro. Todo o acompanhamento da evolução da ferrugem e informações sobre a doença podem ser encontrados no novo site do Consórcio Antiferrugem
(www.consorcioantiferrugem.net), diz".

Os pesquisadores alertam para que seja dada atenção especial às tecnologias de
aplicação de fungicidas, apesar do produtor brasileiro já estar familiarizado com o controle da ferrugem. "Agora é hora de se preparar para as aplicações de fungicidas
futuras, ou seja, fazer uma boa revisão do pulverizador com ajustes necessários no equipamento e reposição de peças, como bicos danificados, por exemplo", explica o pesquisador Fernando Adegas, da Embrapa Soja.

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