Prisão de paranaense levanta debate jurídico

O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil – secção Paraná (OAB-PR), Cleverson Marinho Teixeira, quer fazer com que o caso do paranaense Rodrigo Gularte, 32 anos, condenado à morte por tráfico de drogas na Indonésia, levante o debate sobre o assunto no mundo jurídico e na população brasileira. Mesmo sabendo que a discussão sobre o tema não influenciará diretamente na decisão dos juízes indonésios, ele disse que tem esperanças de que Gularte não seja morto.

"Estou bastante esperançoso. Existem muitos condenados que estão esperando as execuções há anos. Quem vem sendo mortos são aqueles ligados ao terrorismo", contou, destacando que a discussão, inclusive com advogados da Indonésia, fará com que se crie um ambiente favorável para Gularte.

Ontem, Teixeira se reuniu com os familiares de Gularte, que moram em Curitiba. "Desde o início do caso estamos orientando a família, já que eles não têm um advogado aqui no Brasil, só lá em Jacarta", contou. O paranaense ainda pode ter sua pena revogada em duas instâncias. Além disso, há a possibilidade de uma clemência por via política.

A OAB-PR também pretende levar o caso ao advogado paranaense René Ariel Dotti, vice-presidente do Comitê Científico da Associação Internacional de Direito Penal (Aidp), órgão consultivo da Organização das Nações Unidas (ONU).

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