Arrecadar fundos para a construção de um hospital de oncologia. Com esta ambiciosa meta foi criada, no dia 18 de março de 1954, a Rede Feminina de Combate ao Câncer. Hoje, 54 anos depois, a Rede Feminina continua em atividade e contribui decisivamente para o Hospital que ela ajudou a criar, o Erasto Gaertner.

Cerca de 380 voluntárias trabalham em parceria com os profissionais do Hospital, considerado pelo Ministério da Saúde a maior referência em oncologia na região Sul do país. Divididas em grupos, elas atuam de diferentes formas: nas campanhas de prevenção do câncer, na acomodação de acompanhantes e pacientes nas salas de espera até mesmo distribuindo lanches ou até mesmo na arrecadação de recursos para a ampliação do Hospital.

A atual presidente da Rede Feminina de Combate ao Câncer, Janice Gastaldon, enfatiza: ?ajudamos o paciente a se reerguer, a melhorar sua auto-estima. Temos como objetivos principais a prevenção da doença, a ajuda na captação de recursos e a assistência a esse paciente que chega ao Hospital. A razão de ser da minha vida é esse voluntariado, minha família me apóia e me incentiva a continuar atuante?, reconhece.

Como referência nacional no combate ao câncer, quase 90% dos atendimentos do Erasto Gaertner são voltados aos pacientes do Sistema Público de Saúde (SUS). E sob essa perspectiva que o voluntariado tem um papel muito importante.  

Sobre o Hospital Erasto Gaertner

Em 2007 o Hospital Erasto Gaertner gerou mais de um milhão de procedimentos hospitalares, entre consultas, exames e cirurgias. Destes pacientes, 75% são da Grande Curitiba, 20% de outras cidades do interior do estado e 3% oriundos de outros estados, todos à procura de tratamento para mais de 100 diferentes doenças ligadas à oncologia.

Em uma recente pesquisa publicada no editorial Análise Saúde, que é uma publicação dirigida, o Hospital Erasto Gaertner foi citado entre os 10 centros hospitalares mais admirados do Brasil.