Tornado em Rio Bonito do Iguaçu

Presos encerram trabalhos de limpeza em Rio Bonito do Iguaçu após tornado

Cerca de 100 custodiados, em sua maioria do Programa Mãos Amigas, concluíram os trabalhos de limpeza em Rio Bonito do Iguaçu, município do Centro-Sul paranaense atingido por um tornado em 7 de novembro. A ação, realizada pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) e Secretaria da Segurança Pública, durou 30 dias e envolveu serviços de manutenção, conservação e pequenos reparos em espaços públicos e ruas da cidade.

Os detentos e policiais penais, vindos de Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Ponta Grossa e Cascavel, atuaram em diversas frentes, incluindo pintura, jardinagem, limpeza e reparos elétricos e hidráulicos. Os trabalhos abrangeram escolas, órgãos públicos, o Batalhão da Polícia Militar e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae).

Na área educacional, os esforços se concentraram nos colégios estaduais Ludovica Safraider, Ireno Alves dos Santos e na sede da Apae. O Fundepar destinou R$ 75 mil do Fundo Rotativo para reparos prioritários e ações de limpeza, sendo R$ 50 mil para o Colégio Ireno Alves e R$ 25 mil para o Colégio Ludovica Safraider.

Após a conclusão da limpeza, o governo estadual se prepara para iniciar obras de reconstrução, que incluem recomposição de coberturas, recuperação estrutural e substituição de esquadrias. Os serviços serão executados por empresas contratadas via licitação, com previsão de conclusão até o início do ano letivo de 2026. O investimento inicial previsto é de até R$ 16 milhões.

Para aprimorar a qualificação dos detentos, o Fundepar, em parceria com a Polícia Penal e o Sesi-PR, iniciará em dezembro uma série de cursos de capacitação em dez Núcleos Regionais de Educação. Os treinamentos incluirão trabalhos em altura, operação de equipamentos e técnicas de segurança.

O Programa Mãos Amigas, instituído pela Lei Estadual 21.815/2023 e regulamentado pelo Decreto 9.044/2025, visa a execução de serviços de manutenção e reparos em unidades escolares utilizando mão de obra de presos do sistema penal do Paraná, promovendo oportunidades de ressocialização e benefícios diretos à comunidade.

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