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Paraná

Magia e tradição

Presépio mecanizado é atração há 45 natais

Cenário tem mais de 200 peças entre casas, cascatas, igrejas e pessoas

  • Por Magaléa Mazziotti

A rua é a Quero-Quero, o bairro Gralha Azul e, como aves migratórias, nesta época do ano, pessoas de todos os cantos de Curitiba e região metropolitana seguem rumo à Paróquia Nossa Senhora da Luz, em Fazenda Rio Grande, a fim de conhecer ou tornar a admirar o presépio mecanizado montado pelo operador de máquinas e marceneiro Pedro Santana Pinto. A tradição foi iniciada por ele há 45 anos, em uma área que ocupava cerca de um metro quadrado.

O tempo passou, o encanto se multiplicou, e hoje são 49 metros quadrados de pura magia distribuída em um cenário com mais de 200 peças entre 95 casinhas, cascatas, grutas, carros de bois, igrejas (incluindo a réplica da paróquia) e muitas pessoas. “Meu presépio tomou chá de cipó, por isso está desse tamanho”, brinca. Na verdade, o que motivou toda a expansão do pequeno universo do senhor Pedro foi a vontade de tocar o coração de cada pessoa. “Meu desejo é que cada pessoa saia daqui querendo construir seu próprio presépio e, dessa forma, abra espaço para que Jesus possa nascer no coração de cada um”, explica.

E não tem como resistir à explosão de ternura que a obra do ex-marceneiro provoca no instante em que se apertam os botões. Na gruta onde está a manjedoura, Maria e José se movimentam em uma alusão ao desejo de embalar o menino Jesus. Fora dela, os três reis magos estão a caminho. E na Belém de Pedro Santana, passado e presente povoam a história. Dá para encontrar a erva-mate sendo moída e seca em um canto da cidade e, em outro ponto do presépio, observar a roda gigante de um parque de diversões. No alto da cascata, que tem água de verdade, um casinha branca é o local onde um certo “carpinteiro” adoraria morar. “Tudo que tem aqui faz parte das minhas memórias no interior, gostaria de morar aqui”, comenta.

Superação

Ano após ano, Pedro supera a dor na coluna para compartilhar sua criação com milhares de visitantes. Atualmente conta com cinco ajudantes para a montagem. “Sei de olho fechado onde fica cada peça e, se eles erram, eu corrijo na bengala”, diverte-se.

A visitação ao presépio pode ser feita de segunda a sábado das 13h30 às 17h e no domingo das 9h às 11h. Mas o próprio artista faz questão de dizer que quem vier fora do horário pode pedir para chamá-lo na lanchonete da rua, que ele faz questão de mostrar. “Não quero que ninguém vá embora desgostoso por não conhecer o presépio”.

Assita o vídeo com imagens do presépio.

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