As ações desenvolvidas por comunidades indígenas para preservação de expressões culturais e etnias serão premiadas pelo Ministério da Cultura. O Prêmio Culturas Indígenas, que atende uma reivindicação de entidades que trabalham com essas comunidades em todo o Brasil, irá selecionar 80 iniciativas, que receberão R$ 15 mil cada. Podem participar comunidades e organizações indígenas que tenham iniciativas ocorridas nos últimos cinco anos ou em processo de execução há no mínimo um ano.

Nesta semana o prêmio foi lançado em Curitiba. De acordo com o coordenador de projetos da Articulação dos Povos Indígenas (Arpin) no sul do Brasil, Francisco Runja Manoel, o prêmio significa uma conquista do movimento indígena, ?que terá um incentivo para fortalecer sua cultura?. Segundo ele, são festas, rituais e até mesmo culinária que estão sendo deixadas de lado pela influência e contato com outras culturas. ?Um exemplo é a tecnologia, que tem grande influência nisso. Não que ela não deva ser introduzida, mas que deve ser usada como uma ferramenta para difundir ainda mais a cultura indígena?, falou.

O prêmio, financiado pela Petrobras por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), é aberto a todas as comunidades indígenas interessadas. A idéia é promover a iniciativa todos os anos, sempre destacando uma personalidade indígena. Nessa primeira edição será homenageado Angelo Cretã. Natural de Mangueirinha, no Paraná, Cretã foi uma liderança caingangue e primeiro vereador indígena eleito no Brasil na década de 70, e morto em 1980. Segundo estimativa da Arpin, existem no Brasil 240 comunidades de povos indígenas, que abrigam cerca de 600 mil índios com 190 línguas diferentes. Informações pelo site www.cultura.gov.br ou ligar para 0800-7740240 ou (11) 3101-1365.