O secretário municipal do Meio Ambiente, Domingos Caporrino Neto, participou ontem de reunião na Câmara Municipal para discutir a questão do lixo hospitalar. O encontro foi organizado pela Comissão de Saúde, Bem-Estar e Meio Ambiente e reuniu vereadores, Prefeitura e representantes dos sindicatos de hospitais, clínicas veterinárias e farmácias.

?Estamos buscando uma solução equilibrada, em que cada um cumpra com a sua responsabilidade. Trata-se de um problema sério, grave, de saúde pública, e por isso contamos com o apoio da Câmara Municipal para encontrar uma solução?, disse Caporrino.

O secretário ressaltou a impossibilidade de o município continuar a fazer a coleta e destinação do lixo infectante. ?Trata-se de um problema de ordem legal. Seria irresponsabilidade o município assumir este serviço, já que a resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), de 2001, reforçada pela resolução 306 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de dezembro de 2004, determina que os estabelecimentos de saúde são os responsáveis pelo gerenciamento de todos os resíduos por eles gerados, até a sua destinação final?, explicou.

O presidente da Comissão de Saúde, Bem Estar e Meio Ambiente da Câmara, vereador Ângelo Batista, marcou uma nova reunião para a próxima quarta-feira, dia 2 de março, quando estarão presentes também o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e as quatro empresas credenciadas por ele para fazer o trabalho de coleta, transporte e destinação do lixo infectante.

Na próxima segunda-feira, completa um mês da autorização dada pelo IAP para a prorrogação do uso da vala séptica por mais 60 dias. A vala para onde é levado o lixo infectado é administrada pela Prefeitura de Curitiba e havia sido fechada por ordem do IAP no dia 26 de janeiro.