Visitantes do Zoológico de Curitiba aprovam as reformas feitas no início do ano, mas estão na bronca com o novo horário de funcionamento nos finais de semana e feriados (das 10h às 16h), mais restrito que nos dias de semana (das 9h às 17h). A estrutura de acesso foi inteiramente reformada este ano. A via secundária de acesso ao Zoológico, pela Avenida Marechal Floriano Peixoto, no Alto Boqueirão, recebeu novo asfalto e pintura. O estacionamento foi ampliado para receber ônibus de turismo. Na área interna, os banheiros foram consertados e há novas placas de sinalização.

“É um programa muito bom, pois o local está bem conservado e bem sinalizado. Além disso, o acesso melhorou muito com o novo asfalto e novas placas. Lembro que essa estrada que vinha lá da Avenida Marechal Floriano Peixoto era muito ruim. Além disso, o custo é muito baixo. Como a entrada é gratuita, só temos o custo do transporte mesmo”, diz a professora Camila Moraes. “É a segunda vez que venho e tudo está muito bom. A sinalização está muito boa, os banheiros estão organizados e o acesso melhorou muito com esse asfalto novo na estrada. Aconselho a quem não conhece a vir passear aqui”, atesta a professora Juliana Pereira.

Já a dona de casa Roberta Ramos de Oliveira reclamou dos horários de funcionamento do local nos finais de semana e feriados. “Há duas semanas vim aqui para trazer meu filho e mais dois amigos e chegamos às 15h. Como o zoológico fechava às 16h, resolvemos ir embora, pois em uma hora não dá pra ver tudo”, relata.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou apenas que os horários do Zoo, Passeio Público e Museus de História Natural e Botânico foram padronizados e alterados visando melhorias na manutenção e bem-estar animal.

Cobrar ou não, eis a questão!

Servidores do Zoológico de Curitiba ainda temem a privatização do local. A notícia de que o espaço público poderia ser passado para a iniciativa surgiu em agosto, após denúncia do Sindicato dos Servidores Público Municipais de Curitiba (Sismuc). Com base em informações dos próprios funcionários, a entidade divulgou que o assunto estaria em discussão e incluiria a possibilidade de cobrança de entrada dos visitantes.

“Ficamos sabendo desse assunto e na época nos assustou porque não sabíamos o que aconteceria com os nossos empregos. Como iriam privatizar e passar a administração do zoológico para uma empresa? Passados alguns meses nenhuma novidade chegou pra gente. Não sabemos se o assunto foi encerrado ou continuou em discussão”, diz um funcionário, que não quis ter sua identidade revelada. Outro funcionário do Zoo, que também preferiu não se identificar, reclama da falta de informações. “Nada foi passado pra nós desde que o assunto veio à tona e esse silêncio incomoda porque não sabemos o que vai acontecer daqui a um ano, por exemplo. A prefeitura não fala nada sobre o assunto. Enquanto isso continuamos nosso trabalho”, afirma.

A coordenadora de comunicação do Sismuc, Adriana Kalckmann, revela que o assunto não avançou desde agosto, quando foi debatido com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. “Não tivemos grandes mudanças na discussão e acredito que o assunto será retomado apenas no ano que vem, já que na época a prefeitura confirmou que estava fazendo um estudo para avaliar a possibilidade de terceirização. Mas nós continuamos contra qualquer formato de privatização, seja por meio de concessão, terceirização, adoção ou mesmo parcerias público-privadas”, diz.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente informou, por meio de nota, que não há qualquer estudo quanto à privatização do Zoológico de Curitiba e que estuda possibilidades como adoção ou concessão, via licitação, para oferecer ,novos serviços aos visitantes. Porém não forneceu mais detalhes à Tribuna.