A ponte da Colônia Cristina, na estrada que liga as áreas rurais de Araucária e Campo Largo, está em situação precária. Não bastassem as estradas que, quando chove, viram atoleiros, a ponte, além de ser um perigo para quem a utiliza, é um verdadeiro prejuízo aos comerciantes.

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?Dá um calafrio de passar em cima. Já era para estar arrumada?, afirma o funcionário de uma auto-elétrica próximo à ponte. ?Ali dentro está o carro do meu filho, que caiu há três meses. Tem mais de um ano que está assim. Já colocaram até fogo. A cada passo estou socorrendo gente que cai aí?, completa o dono da lanchonete e auto-elétrica, Donizete Pires.

Mesmo não tendo proteção em um dos lados, e com grande parte da madeira danificada, a ponte sobre a represa da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), de Araucária, no verão é ponto de pesca e nado. Os pranchões de madeira estão quebrados, podres ou ainda frouxos. Com a chuva a situação fica ainda pior. Nem a passarela de pedestre se salva. ?Com a ponte desse jeito, em tempo de chuva como agora, tudo fica parado. No comércio não aparece ninguém?, lamenta o comerciante.

A ponte marca exatamente a divisa entre os municípios de Campo Largo e Araucária, o que acaba criando um impasse quando o assunto é a restauração. Segundo o prefeito de Campo Largo, Edson Basso (PSB), é difícil para o município bancar a obra. ?Tive uma primeira conversa com o prefeito de Araucária e a Petrobras para criar uma parceria e vai depender de um retorno deles. Sozinho, o município não tem como bancar. Por conta do orçamento, este ano ainda não vai dar. Será de acordo com o orçamento do ano que vem?, afirma.

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O prefeito de Araucária, Olizandro Ferreira (PSDB), lembra que há oito anos o município reformou a mesma ponte. Agora, a nova reformulação já está sendo discutida, mas a Prefeitura considera fundamental a participação da Petrobras (Repar) e da Prefeitura do município vizinho. Segundo o assessor, é provável que até janeiro de 2006 a restauração seja iniciada.

De acordo com a assessoria de imprensa da Petrobras, a ponte sobre a barragem foi construída em 1975. Por ter alagado a área, a empresa sentiu-se responsável pela obra. No entanto, não se obrigou e não existe lei que a responsabilize pela manutenção da mesma. Ainda segundo o departamento jurídico da Repar, não chegou, até o momento, qualquer solicitação oficial de parceria na restauração da ponte, nem um telefonema sequer.

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