Em solenidade realizada ontem, na Praça Tiradentes, região central de Curitiba, as polícias Civil e Militar do Paraná renderam homenagem ao patrono Tiradentes. O ponto alto do evento foi marcado pela colocação de uma coroa de flores aos pés da estátua do mártir da Independência do Brasil pelo comandante-geral da Polícia Militar, coronel Anselmo José de Oliveira, pelo delegado-geral da Polícia Civil, Azôr Pinto, e pelo coronel de Infantaria do Exército Brasileiro, Antônio Cestaro.

Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, é personagem de destaque na história do Brasil, e lembrado com orgulho no dia 21 de abril pelas escolas, estudantes e instituições de todo o País.

No entanto, para um grupo da sociedade, ele é referencial pela postura adotada, independente da data comemorativa. Trata-se das Polícias Militares e Civis do Brasil, as quais têm Tiradentes como patrono.

O secretário da Segurança Pública, Luiz Fernando Delazari, ressaltou que o dia é de muito respeito para as polícias. “Tiradentes lutou por uma independência que ocorreu logo depois de sua morte, por isso representa um ideal de lutas e, principalmente, de conquistas e vitórias”, afirmou.

Ao falar sobre a relação de Tiradentes e as polícias, o secretário lembrou que diariamente estes oficiais enfrentam o crime organizado e o tráfico de drogas e armas.

“São mais 130 prisões por dia no Paraná. Um trabalho incansável com o apoio total do governo do Estado, que investe largamente no trabalho e na capacitação dos policiais”, acrescentou.

Tiradentes foi o Alferes (posto de oficial subalterno, utilizado nas forças armadas naquela época semelhante a tenente) da Polícia Militar, de Minas Gerais. Sua capacidade de organização e liderança fez com que fosse escolhido para liderar a Inconfidência Mineira, grupo integrado por representantes da aristocracia mineira entre eles poetas e advogados e que tinha como principal objetivo a independência do Brasil.

Uma sociedade mais justa

“Tiradentes, que recebeu este apelido por exercer também o ofício de dentista, foi precursor da independência e, quando a inconfidência foi descoberta, ele se entregou em favor do grupo, confessou seus interesses e, por isso, há uma grande identidade dos policiais com ele”, explicou o coronel Anselmo José de Oliveira.