A Polícia Científica do Paraná (PCIPR) tem reforçado sua atuação na análise de evidências digitais em investigações criminais. Com o aumento de crimes envolvendo tecnologia, a instituição expandiu sua equipe e capacidade de resposta para examinar vestígios em celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos.
Em 2018, a corporação contava com 11 peritos nas áreas de computação e audiovisual. Atualmente, são 34 profissionais, com perspectiva de ampliação após um curso de formação em andamento. Essa expansão permitiu um salto na produtividade: a média mensal de peças periciadas passou de 159 em 2018 para 453 entre janeiro e setembro de 2023.
Atuação em diversos tipos de crimes
Segundo Henrique Galperin, chefe da Seção de Computação da PCIPR, elementos digitais estão presentes em praticamente todas as investigações atuais. A maioria dos materiais analisados são celulares, seguidos por computadores e dispositivos de armazenamento. Os peritos transformam dados brutos em informações compreensíveis para as autoridades, contribuindo para a precisão das investigações.
O processo de perícia em um celular envolve várias etapas, desde o carregamento e possível reparo do aparelho até a extração, processamento e análise dos dados. O resultado final é um laudo pericial que serve como evidência técnica para os processos judiciais.
A PCIPR também enfrenta desafios tecnológicos crescentes, como o desbloqueio de dispositivos com sistemas de segurança cada vez mais robustos. Por outro lado, novas ferramentas, incluindo soluções baseadas em inteligência artificial, têm auxiliado no trabalho pericial, permitindo, por exemplo, transcrições de áudio mais rápidas e precisas.



