A polêmica sobre o uso das chamadas pulseiras do sexo está se espalhando pelo Paraná. Curitiba, Londrina e Maringá já tomaram atitudes para restringir a comercialização e evitar que jovens saiam às ruas com as pulseiras.

Tudo começou em Londrina, onde uma menina teria sido violentada após ter uma das pulseirinhas que usava arrebentada por quatro adolescentes no mês passado.

As pulseirinhas do sexo fazem parte de um jogo que já percorreu vários países. Cada uma tem uma cor, que equivale a uma “prenda”. Quem arrebentar a pulseira alheia, ganha da pessoa o que vale a cor. A amarela significa abraço; laranja, beijo na boca; vermelha, dança erótica; rosa, mostrar uma parte do corpo; e preta, o ato sexual.

O vereador Algaci Túlio protocolou na Câmara de Vereadores de Curitiba um projeto de lei proibindo a venda das pulseiras na cidade. O documento ainda prevê reuniões nas escolas com os pais de alunos, para que recebam orientação sobre como falar de sexo com os filhos.

“Somente a lei não significa que o problema estará resolvido. É preciso diálogo entre pais e filhos. A escola também tem um papel importante de orientação”, comenta o vereador.

Um debate sobre o assunto acontece na Câmara, na próxima sexta-feira, com representantes da Secretaria Municipal de Educação, escolas particulares, Ministério Público e Conselho Tutelar.

Em Londrina, a Vara da Infância e da Juventude proibiu a venda das pulseiras para menores de 18 anos e há fiscalização em estabelecimentos comerciais e junto a vendedores ambulantes.

Até agora não houve qualquer apreensão porque os comerciantes podem vender o produto para adultos. Alguns comerciantes estão assustados com a repercussão e não estão mais vendendo as pulseiras, seja para quem for.

Ontem, a Câmara Municipal de Londrina aprovou um projeto de lei que restringe totalmente o uso nas escolas e a venda das pulseiras na cidade. “Essa é uma questão seríssima e o projeto visa à proteção da criança e do adolescente. Sabemos que alguns usam sem a noção do que pode acontecer. Mas não se trata de uma brincadeira de criança. Adultos podem se aproveitar disso para cometer abusos”, afirma a vereadora Lenir de Assis, autora do projeto. O projeto segue agora para a sanção do prefeito Barbosa Neto.

Em Maringá, a Secretaria de Educação enviou um ofício aos diretores das escolas para que não permitam o uso das pulseiras dentro dos locais. A medida está valendo desde 24 de março. A intenção é evitar casos como o de Londrina.

O Sindicato das Escolas Particulares do Paraná (Sinepe-PR) orienta que as escolas podem proibir o uso das pulseiras nas dependências escolares, assim como já faz em relação ao uso do boné, de celular ou joias.