O número de analfabetos no Brasil vem diminuindo lentamente. Dados do PNAD de 2008 mostravam que havia 15 milhões de brasileiros que não sabiam ler ou escrever.

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Em 2009, esse número reduziu para 14,1 milhões, o que equivale a 9,7% de toda a população. As regiões Sul e Sudeste obtiveram as menores taxas do Brasil, com 5,5% e 5,7%, respectivamente.

De acordo com o economista do IBGE, William Kratochwill, o que tem de ser levado em conta é o chamado estoque populacional. “O pessoal mais velho teve mais dificuldade em ir para escola. Como a expectativa de vida tem melhorado, essa parcela da população acaba mantendo os índices neste patamar. Além disso, são poucos os idosos que, após os 60 anos, tomam a iniciativa de ir estudar”, avalia.

No Paraná, das pessoas com 10 anos ou mais, as mulheres são em maior número tanto na taxa de analfabetismo (55%) quanto o de conclusão de curso superior (56,5%).

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A pesquisa mostrou que as residências que possuem computador com acesso à internet vêm aumentando. Em 2008, o Sudeste tinha 31,5%, o Sul 28,6%, Centro-Oeste com 23,5%, o Nordeste 11,6% e o Norte tinha 10,6%. Em 2009, esses números saltaram para 35,4%, 32,8%, 28,2%, 14,4% e 13,2%, respectivamente.

“Esse crescimento está ocorrendo em todo o País. É uma tendência que deve se manter para as próximas pesquisas, ainda que não ficou evidenciada a alteração no quadro de diferenças regionais”, comenta. O número de aparelhos celulares também vem aumentando em todo o País (57%).

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O trabalho infantil vem diminuindo ao longo dos anos no Brasil. Contudo, ainda há quase um milhão de crianças entre cinco e 13 anos que trabalham. A legislação brasileira permite a contratação de menores a partir dos 14 anos. O Paraná registrou 68 mil crianças nesta faixa etária que trabalham.

“De um total de 1,781 milhão de jovens com esta idade, 3,8% trabalham. Muitas deles trabalham no campo, na propriedade da família. Contudo, elas vão à escola e o trabalho acaba não sendo para explorar, mas sim ajudar a família”, revela o economista.