Dois policiais militares foram presos nesta segunda-feira (29), em Paranaguá, no Litoral do estado, suspeitos da prática de extorsão, tortura, sequestro e outros crimes. Os dois oficiais são investigados pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, e são alvo da Operação Hubris, deflagrada nesta segunda.
Segundo o Ministério Público, as prisões são resultado de outra investigação conduzida na Operação Sanctus, de janeiro deste ano. Os investigados foram alvo de buscas domiciliares. Durante a investigação, foram encontradas provas de torturas cometidas pelos policiais em uma casa de veraneio e na sede da 5ª Companhia da Polícia Militar de Pontal do Paraná.
Polícia Militar diz que afastou os oficiais
Em nota, a Polícia Militar do Paraná disse que prestou apoio ao Gaeco em uma ação realizada em Paranaguá nesta segunda-feira (29), voltada à investigação da possível prática de crimes cometidos por parte dos agentes.
De acordo com a Polícia Militar, os policiais permanecem custodiados e afastados das atividades da corporação. “A PMPR reafirma seu compromisso permanente com a legalidade, a moralidade, a ética e a transparência, destacando que não compactua com qualquer conduta que contrarie os preceitos legais e os valores institucionais”.
