Plano funerário está lesando usuário

Usuários que se dizem lesados por planos funerários em Curitiba procuram o Procon e a Justiça. Ronivaldo Grande é um dos que se queixa de comprar “gato por lebre”. Ele contou que no sepultamento de seu pai, Pedro Grande, ocorrido no último dia 30 de julho, o serviço oferecido pela Luto Curitiba ? empresa à qual seu pai era associado há cinco anos ? ficou bem aquém do previsto em contrato. Ronivaldo disse que além de não oferecer o serviço de arrumação e limpeza do corpo, a empresa fez a troca de urnas de maneira constrangedora para os familiares.

Ele afirmou que o caixão em que seu pai estava colocado era “ridículo”. Ao reclamar com a empresa de luto, ela trocou, mas fez a troca no escritório do cliente, pois não tinha um local adequado para fazer a operação. Ronivaldo, que registrou tudo em fotos, questionou o constrangimento passado ao ver o corpo de seu pai ter que sair de um caixão para outro. “Fora isso, ele pagou durante um bom tempo de sua vida esse plano, e na hora em que precisou não pôde usá-lo com dignidade”, comentou, destacando o fato de ter pago R$ 3 mil para outros gastos do funeral que a Luto Curitiba não cobriu. Ele reuniu documentos para entrar na Justiça contra a empresa.

O coordenador estadual do Procon, Naim Akel Filho, confirma que há procedentes de pessoas que se sentiram lesadas por esses planos e procuraram o órgão. Akel afirmou que a falta de legislação específica nos planos funerários dificulta a fiscalização. “A troca de caixões é um crime e não deve acontecer. Principalmente no momento em que as pessoas estão mais fragilizadas”, disse o coordenador, salientando que a municipalização do serviço funerário de Curitiba também deveria ser rediscutida.

Normal

A gerente administrativa da Luto Curitiba, Maria Mildemberg, afirmou que o velório de Pedro Grande foi feito dentro do que estava previsto no contrato. Quanto à troca de urnas, ela afirmou ser um procedimento normal, desde que as 21 funerárias da capital passaram a cobrar um preço por seus serviços, que segundo Maria ,é abusivo. “Tudo foi normal. Gravamos todo procedimento e vamos notificar o senhor Ronivaldo Grande, que acabou coagindo nossos funcionários”, ressaltou a gerente.

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