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Paraná

Pesquisadores alertam para aumento da temperatura

  • Por Cintia Végas

Pesquisa desenvolvida pelo Laboratório de Climatologia do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) indica que a temperatura no Estado vem aumentando nos últimos anos. Durante seis anos consecutivos, integrantes do laboratório realizam pesquisas sobre o assunto e descobriram que, em média, nos últimos sessenta anos, a temperatura em Curitiba aumentou na ordem de 1,5ºC. No interior, os dados existentes são mais recentes, e o aumento exato não foi diagnosticado. Os pesquisadores acreditam que a situação não seja muito diferente da verificada na capital.

“Estamos desenvolvendo trabalhos constantes em diversas cidades paranaenses. Pudemos constatar que há uma tendência de aquecimento em todas as regiões do Estado, o que reflete um problema que está acontecendo em todo planeta”, comenta o professor do Departamento de Geografia da UFPR Francisco Mendonça.

O aquecimento tem como causa principal a urbanização – que aumenta o índice de mineralização do solo – associada ao modo de vida das pessoas, que cada vez mais necessitam de máquinas, como o automóvel, que liberam calor ao ambiente. Segundo o professor, um aquecimento de 1,5ºC em sessenta anos, como o percebido em Curitiba, pode parecer pequeno, mas com o tempo irá gerar uma série de conseqüências. “Em curto prazo, o aquecimento pode ter influência sobre os estados de saúde, física e emocional das pessoas, gerando, por exemplo, nervosismo e ansiedade”, explica. “Em médio e longo prazos, irá impor mudanças no modo de vida do homem – interferindo na alimentação, nos tipos de roupas e no uso de espaços públicos – e contribuir com o aumento de doenças cujos vetores vivem e se reproduzem melhor em períodos mais quentes e úmidos, como a dengue, a cólera, a leptospirose e a meningite”.

Para que haja a contenção do aquecimento, é necessário que o ser humano mude seu estilo de vida, utilizando menos veículos individuais, promovendo o reflorestamento e diminuindo o consumo, o que gera menos trabalho fabril e, conseqüentemente, menos despejo de resíduos no ambiente. “Algumas mudanças exigem sacrifícios, mas se elas não forem efetuadas as conseqüências serão muito piores”.

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