Camila Dormit, coordenadora e pesquisadora do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC/UFPR), está entre os finalistas do Whitley Awards 2026. A iniciativa é a única representante do Brasil nesta edição da premiação internacional.
Ao todo, 12 pesquisadores de diferentes países disputam o reconhecimento. As propostas selecionadas desenvolvem ações comunitárias voltadas à proteção da biodiversidade e ao enfrentamento das crises climática e ecológica.
O projeto indicado leva o título “Dos golfinhos às pessoas: tecendo um futuro de Saúde Azul Integrada” (From dolphins to people: weaving a One Blue Health future), desenvolvido pela Associação MarBrasil. A pesquisa concentra esforços na conservação da toninha e do boto-cinza, espécies nativas do Litoral do Paraná.
Segundo Camila, a proposta busca integrar ciência e comunidade. “Nosso projeto aproxima as comunidades da Ilha das Peças e Superagui e a história dos botos. Juntos, nosso objetivo é achar boas soluções para o desenvolvimento do turismo de natureza aqui do Paraná, mas olhando para essas comunidades, dando voz às mulheres, aos jovens dessas comunidades”, explica.
Para a pesquisadora, a indicação amplia a visibilidade internacional do trabalho e pode atrair novos apoios financeiros e institucionais. Ela ressalta, porém, que a continuidade das ações não depende exclusivamente do resultado da premiação. “Recebendo o prêmio final ou não, nossa luta e o nosso trabalho continua”, conclui.
Além da representante brasileira, a lista de finalistas reúne pesquisadores da Índia, Indonésia, Benin, Camarões, Zimbábue, Guatemala, Equador e Gana, entre outros países. Os projetos contemplam a conservação de espécies ameaçadas, como orangotangos, leões, anfíbios, aves e salamandras.
