Uma pesquisa feita pelos estudantes do curso de Estatística da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em parceria com a ONG Clube das Pulgas, vai revelar as condições de vida dos cães que vivem em Curitiba. O trabalho começa pela Vila Osternak e vai servir para orientar a adoção de políticas públicas. Estima-se que vivam nas ruas da capital 90 mil cachorros. Se não chover, os estudantes começam a coletar o material hoje.

O voluntário José César Valeixo Neto comenta que não se sabe exatamente quantos bichos vivem em residências e nas ruas de Curitiba. Não existe uma pesquisa científica, e os números divulgados são apenas projeções. Ele explica que as informações vão poder orientar as ações para melhorar a qualidade de vida desses animais e até da população, evitando a transmissão de doenças.

Os estudantes vão passar por 400 casas dentro de um universo de quase cinco mil que existem no bairro. Os moradores vão responder a 25 perguntas. Os questionamentos vão desde o número de cães que têm em casa, o destino dado aos filhotes quando nascem e a opinião sobre a castração. O resultado será divulgado até o dia 20 de novembro.

Castração

O Clube das Pulgas, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde e alunos do curso de Medicina Veterinária da UFPR, está fazendo também a castração de animais do bairro. Até agora, eles já fizeram a cirurgia em 200 cães, e a meta é atingir 600.

A idéia é diminuir a população de cães, evitando que eles sejam abandonados na rua. As castrações estão sendo realizadas gratuitamente pela ONG. Segundo José César, no começo os moradores estavam reticentes em levar os cães, com medo que a cirurgia pudesse trazer algum problema. Mas agora até pessoas de bairros vizinhos estão procurando o serviço. “Daqui a algum tempo vamos voltar e verificar qual o impacto causado pelas castrações. Ver se a população de cães diminuiu”, completa.