A falta de vagas em creches e pré-escolas, o abandono por parte de pais e responsáveis e a violência física e psicológica são os principais tipos de violações aos direitos das crianças e dos adolescentes no Paraná.

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Isso é o que revela uma pesquisa, apresentada ontem, em Curitiba, integrada ao Sistema de Informação para a Infância e Adolescência (Sipia). A mesma foi desenvolvida por integrantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e das universidades estaduais de Londrina, Maringá, Ponta Grossa, Unioeste e Unicentro.

Os dados, relativos ao ano de 2006, apontam um total de 55.646 registros de violações contra os direitos da infância e da adolescência no estado. Desses, 13.213 se referem à violação do direito à educação, sendo 3.572 ligados à ausência de vagas em instituições de ensino.

“Cabe aos gestores públicos tomarem consciência dessa realidade e adotarem atitudes para suprir esta ausência de vagas. A pesquisa aponta a necessidade de maiores investimentos neste setor”, afirmou o professor da UFPR e coordenador geral da pesquisa, Paulo Vinícius Baptista da Silva.

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No que diz respeito à inadequação à convivência familiar, foram realizados 10.992 registros, dos quais 4.892 são referentes a abandono por parte de pais e responsáveis, 1.349 à violência física e 2.992 à violência psicológica – principalmente cárcere e exposição a constrangimentos. A pesquisa constatou que essas violações são de caráter privado. Porém, também estão relacionadas a falta de políticas sociais básicas adequadas.

Segundo a presidente do Conselho Estadual da Criança e do Adolescente, Íris Damião Scuzziato, os dados da pesquisa serão copilados e servirão de base para que sejam deliberadas políticas públicas nas áreas mais críticas de violações de direitos.

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“Temos que trabalhar na maior capacitação dos conselheiros tutelares, que são as pessoas que atendem diretamente as crianças, e na prevenção da violência”, comentou.