Átila Alberti / O Estado do Paraná
“Aquecedor” de álcool é um perigo.

A escassez do álcool líquido nas farmácias – já que agora o produto vem sendo vendido no estado de gel – não diminuiu uma perigosa prática que se intensifica com a queda na temperatura: o uso de aquecedores improvisados com latinhas cheias de álcool. Apesar do risco da prática, está se tornando costumeiro utilizar o álcool vendido em postos de combustível (etanol) para fazer os aquecedores.

Segundo o gerente do Posto Jardim Botânico, localizado na Avenida das Torres, em Curitiba, Nilso de Oliveira, algumas pessoas procuram o posto com vasilhames pequenos para levar álcool. Além do aquecimento, ele disse que alguns compradores podem utilizar o álcool inclusive para cozinhar. O litro do etanol está custando R$ 0,999.

Esquentar o ambiente com latinhas cheias de álcool -seja o vendido em garrafinhas, seja o etanol – é condenado pelo Corpo de Bombeiros (CB). O tenente Eduardo Gomes Pinheiro, relações públicas do CB, lembra que o álcool líquido é mais volátil que o em gel: “As pessoas estão usando garrafas pet de dois litros para comprar álcool nos postos”, disse, destacando que utilizar esse tipo de aquecedor é uma prática de pessoas com menor poder aquisitivo.

Pinheiro explicou que, quando se queima algo dentro de casa, se produz o gás monóxido de carbono: “Além do risco de um incêndio, a pessoa pode se intoxicar e até morrer, a chamada morte branca”. Ele disse que nenhum tipo de combustível deve ser utilizado dentro de casa: “Não só o álcool, mas o carvão também causa o mesmo efeito”.