Andar distraído, principalmente pelo centro da cidade, pode fazer de você um alvo fácil para os punguistas ou batedores de carteira. Nesta época do ano, o número de ocorrências aumenta em 20%, segundo levantamentos da polícia. Os marginais agem sozinhos ou em grupos de até dez pessoas, o que dificulta a identificação.

O delegado titular da Furtos e Roubos de Curitiba, Rubens Recalcatti, explica que uma das formas mais comuns da ação dos punguistas é se aproveitar da distração das pessoas para furtar os objetos, principalmente carteiras. Eles também podem atuar em companhia de outros elementos, inclusive mulheres. "Geralmente um dos elementos, conhecido como roupeiro, esbarra na pessoa e começa a se desculpar, distraindo a vítima, enquanto os outros marginais aproveitam para praticar o roubo", comenta.

Ação semelhante acontece dentro dos ônibus coletivos. Esses ambientes, diz o delegado, acabam sendo um local propício para a ação dos punguistas. "Em veículos lotados, as pessoas geralmente nem conseguem se proteger, e é comum batedores abrirem ou até cortarem bolsas com estilete, ou roubarem carteiras que muitos insistem em levar no bolso traseiro da calça", cita. O chamado "cavalo louco" também é outro crime comum nesta época do ano. O golpe consiste em um grupo passar correndo por entre a multidão e levar bolsas e jóias sem que as pessoas tenham tempo de se proteger.

Dicas

Segundo o delegado, a atenção precisa ser redobrada nesta época do ano. Além disso, alguns cuidados básicos precisam ser tomados, como não andar com todos os documentos e cartões de crédito na bolsa. "É preciso pensar onde se vai primeiro, para decidir quais e quantos documentos serão necessários", ressalta. Recalcatti diz que é aconselhável carregar apenas a carteira de motorista e fotocópias autenticadas do RG e CPF. Quanto a pessoa for vítima de um furto ou roubo, é necessário fazer o boletim de ocorrência na polícia imediatamente. "Não importa se o que foi levado era dinheiro ou objeto de pequeno valor. É preciso fazer o boletim para a polícia ter os dados e saber onde agir", diz o delegado.

Outro detalhe importante que Recalcatti destaca é que a vítima precisa tirar cópias do boletim de ocorrência e guardar definitivamente. Isso, porque os documentos roubados podem ser usados pelos marginais até dez anos depois. "Teve um caso de um senhor que estava sendo cobrado pela Prefeitura pela abertura de uma empresa que nunca teve. Ele veio até a delegacia para solicitar uma cópia do boletim. Mas infelizmente não tivemos condições de localizar. Por isso a vítima precisa guardar cópias do registro da ocorrência", orienta.