A coordenadora da Política Nacional de Humanização (PNH), Angela Pistelli, participou ontem, em Curitiba, do II Congresso Internacional de Especialidades Pediátricas, promovido pelo Hospital Pequeno Príncipe. Ela apresentou as ações que o Ministério da Saúde (MS) vem implementando desde 2003 para humanizar o atendimento em todos os níveis de complexidade, começando pelas unidades básicas de saúde.

Até 2003, o País tinha apenas programas de humanização que funcionavam em hospitais. A partir desse ano, mudou a forma como o MS passou a tratar o assunto, virou política nacional. ?A política difunde diretrizes para todo o Sistema Único de Saúde (SUS), desde hospitais até as unidades de saúde básica?, explica Angela.

Ela defende que as pessoas não podem ser consideradas ?apenas uma perna quebrada, mas alguém que está passando por um momento delicado?. Afirma que os pacientes precisam ser bem recebidos nas unidades de saúde e encaminhados para quem vai resolver o seu problema, se não ali, em outro local. ?Os servidores precisam se responsabilizar pelo paciente.? No entanto, ela reconhece que trabalhadores da saúde também precisam ser bem tratados para que possam cuidar dos outros. Uma das medidas adotadas é a ouvidoria instalada nas unidades de saúde.

Para Angela, a humanização não implica em grandes gastos, é mais uma mudança de postura dos profissionais. No entanto, não é apenas essa mudança de atitude que vai garantir a humanização do sistema, várias leis que versam sobre o assunto já foram aprovadas. Entre elas, a que dá direito a gestantes para ter acompanhamento de alguém da família no pré e pós parto – que aguarda regulamentação. Outra lei aprovada no mês passado é a brinquedoteca. Todas as unidades que atendem crianças precisam ter um espaço de lazer para os pequenos. O Ministério da Saúde não credencia mais nenhum serviço sem que a unidade apresente os parâmetros de adesão ao PNH.