Zilda Arns assina convênio
com presidente da TIM.

Alfabetizar os adultos para combater a desnutrição infantil é um dos projetos da Pastoral da Criança. Segundo pesquisas da entidade, o número de crianças abaixo do peso é menor entre as mães que sabem ler e escrever, a renda familiar é mais elevada e elas não permitem que os filhos fiquem fora da escola.

Ontem, a Pastoral da Criança renovou o contrato de parceria com a TIM (Telecom Italia Mobile), uma das financiadoras do programa, por mais um ano. A empresa destina ao programa quase R$ 100 mil anuais, favorecendo o aprendizado de 833 pessoas.

O programa da pastoral começou em 1991 e hoje conta com 27,5 mil alunos. No Sul do País são 2.500 pessoas. No início era destinado as líderes comunitárias que visitavam as famílias pesando as crianças e dando orientações de saúde. Muitas eram analfabetas e tinham dificuldades, assim surgiu a necessidade de alfabetizá-las. Agora chegou a vez das próprias mães. Elas aprendem a dominar as letras através de um aprendizado que usa palavras-geradoras. Assim aprendem a ler e escrever ao mesmo tempo em que tem noções de saúde, educação e nutrição.

Maria Aparecida Terezin é professora aposentada, há 9 anos participa da pastoral e nos últimos dois se dedica a ensinar os adultos da comunidade. Para ela, o tempo em que fica na escola, não é perdido. “Gosto de de doar um pouco de mim”, argumenta.

Aparecida também vê mudança significativa na vida destes alunos. “Deixam de ser oprimidos e tem coragem de dar opiniões”, comenta.

A professora só tem elogios à turma. “As crianças tem mais facilidade, mas os adultos de se dedicam mais”, diz. Leonilda Iara da Silva é líder comunitária e aluna da escolinha. Conta que tinha muita dificuldade para preencher os papeis de acompanhamento das crianças. “Agora está fácil escrever”, compara.

Outros adultos da comunidade também aprendem as letras no programa, o resultado é que muitos começam a se dedicar à Pastoral.

As aulas são ministradas, principalmente, em barracões de igrejas por voluntários. Eles não precisam ser necessariamente professores, qualquer um da comunidade pode ajudar. Para isto passa por um período de capacitação. Os alunos recebem todo o material didático.