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Paraná

Parque do Manguezal é opção de lazer no litoral

  • Por Lawrence Manoel

Turistas que buscam novas opções de lazer no litoral contam com o Parque Natural Municipal do Manguezal do Rio Perequê, em Pontal do Paraná. Inaugurada em dezembro, a sede do parque é um espaço reservado para atividades culturais e de educação ambiental. Até o dia 31 de janeiro, está aberta a exposição fotográfica Meio Ambiente Paraná. Entre outras atividades, o espaço será destinado a exposições de trabalhos de artistas plásticos da região.

Os estudantes do litoral, ao longo dos 360 metros quadrados da sede, também serão estimulados a refletir sobre a importância ambiental, ecológica e socioeconômica do ecossistema manguezal. A proteção do manguezal, que tem cerca de 4.800 quilômetros quadrados, de acordo com estudiosos, é um “ambiente berçário”. Ou seja, é um local de procriação para inúmeras espécies de peixes e crustáceos.

A Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Turismo, Agricultura e Pesca de Pontal do Paraná é a responsável pela administração do parque. A instituição conta com parceiros como o Centro de Estudos do Mar, da Universidade Federal do Paraná, responsável pela elaboração do diagnóstico ambiental, além do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), que investiu cerca de R$ 195 mil na criação do parque. Agora, o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) também vai integrar o projeto.

O Projeto Orla é uma gestão integrada entre os ministérios do Planejamento, Meio Ambiente e o município de Pontal do Paraná, que montou o projeto de ações estratégicas para a orla. “O Fundo Nacional repassará à cidade R$ 70 mil. Esses recursos serão aplicados, obrigatoriamente, em oficinas de planejamento estratégico com a comunidade da orla do município e no Parque Natural Municipal”, afirmou Jackson César Bassfeld, secretário municipal do Meio Ambiente de Pontal do Paraná.

Histórico

O Rio Perequê era usado pela população local como porto de desembarque para as mercadorias que vinham de Paranaguá e eram encaminhadas para Matinhos e Guaratuba por carros de boi. A partir da década de 50, com a criação do balneário de Pontal do Sul e o conseqüente desenvolvimento urbano, o leito do rio sofreu alterações significativas. Em 1953, a foz do rio foi desviada.

No final de década de 70, com a implantação de um parque industrial na região, o governo estadual asfaltou a avenida que liga o parque industrial à PR 412. Essa obra suprimiu parte do curso natural do rio. Já no início da década de 80, com a instalação do então Centro de Biologia Marinha, da UFPR, o leito foi outra vez modificado para a construção de tanques de aquicultura da instituição.

A primeira proposta para a proteção da área foi feita por uma equipe do Centro de Estudos do Mar, em 1996. O diagnóstico já apontava problemas de conservação e sugeria a criação de uma Unidade de Conservação (UC). Três anos depois, em 1999, foi publicado o primeiro decreto municipal que transformou a área em uma Reserva Biológica.

O Ibama sugeriu que a UC fosse da categoria Parque Natural Municipal. Em 10 de setembro de 2001, a Prefeitura editou o Decreto 706, reenquadrando a área do Rio Perequê na categoria de Parque Natural.

O nome do rio vem do tupi-guarani. Pirá-iquê significa pirá (peixe) e iquê (entrada) e diz respeito a estuário, onde os peixes se reúnem para a desova. Como os peixes são em grande número, encontrar um lugar para desovar é difícil.
 
Serviço O Parque do Manguezal, em Pontal do Paraná, está situado na Avenida Beira-Mar, em Pontal do Sul. O atendimento aos visitantes é realizado das 8 às 20 horas, diariamente. O telefone para agendar visitas escolares e demais informações é o (41) 455-1333.

Ilha pronta para festividade

A festa de Nossa Senhora dos Navegantes, tradicionalmente realizada no primeiro fim de semana de fevereiro, é um dos eventos religiosos mais aguardados da temporada paranaense. Para garantir a infra-estrutura necessária para atender aos turistas e moradores que procurarem a Ilha do Mel para participar da festa, o governo do Estado investiu em recursos para obras e serviços de melhoria durante todo o ano passado, através de ações integradas entre diversas secretarias.

Na sexta-feira, o presidente da Paraná Turismo, Jorge Demiate, foi acompanhar os preparativos para a festa e anunciar o início de mais uma obra. Será feito um trabalho para conter a erosão no Morro do Sabão em parceria com o IAP e a Secretaria de Agricultura.

Demiate explicou que desde que assumiu o cargo, a Paraná Turismo procurou, de todas as formas, incentivar os eventos que acontecem no litoral. “Agora mesmo, no dia 1.º de fevereiro, teremos a procissão de Nossa Senhora dos Navegantes, que nós estamos patrocinando e divulgando em todo o Estado para incentivar cada vez mais o turismo no litoral paranaense, gerando assim emprego e renda para os moradores que vivem aqui”, relatou.

Segundo Reinaldo Bueno, presidente do conselho gestor da ilha e coordenador executivo do IAP na região, esta é a primeira vez que a Ilha do Mel recebe uma participação maciça e efetiva por parte do governo. “O governador Roberto Requião tem se preocupado bastante com a questão da nossa infra-estrutura, levando sempre em consideração que quem mora aqui vive praticamente do turismo e que nós precisamos estar prontos para atender da melhor forma possível a todas as pessoas que procuram a ilha, seja durante a temporada ou fora dela”, disse.

A expectativa dos ilhéus é de que mais de 50 barcos participem da procissão que acontecerá no dia 1.º. A festa de Nossa Senhora dos Navegantes acontecerá nos dias 30, 31 e 1.ª e terá também forró, churrasco e bingos, além da missa realizada ao final da procissão, na praia de Nova Brasília, pelo bispo de Paranaguá, dom Alfredo Novak.

“Estamos com uma estrutura muito grande e prontos para receber de braços abertos a todos que vierem participar de nossa festa”, concluiu o representante da associação de nativos no conselho gestor da ilha, Alcione Gonçalves Valentim.

Integração

Também esteve visitando a Ilha do Mel o presidente da Suderhsa, Darcy Deitos. Ele foi vistoriar o trabalho de coleta de lixo feito durante a temporada e anunciar o início das obras de perfuração de duas baterias de poços, que irão complementar o sistema de abastecimento de água na região.

A perfuração foi solicitada por representantes da Associação de Moradores no dia em que foi realizada a interiorização do governo, em Paranaguá. A obra será realizada em parceria com o IAP e entregue em, no máximo, 20 dias.

Diversão sem idade

Uma das boas opções de diversão para quem está no litoral do Estado é participar gratuitamente das atividades do Sesc Verão 2004, na praia de Caiobá, em Matinhos. O Serviço Social do Comércio (Sesc) realiza atividades recretivas com a comunidade há mais de vinte anos, já se tornando referência em entretenimento para os veranistas que com freqüência vão à costa leste.

Este ano as atividades como escaladas, futebol de colchão, futebol de botão, tênis de mesa, dominó, caçador, frescobol, bambolê, xadrez estão sendo feitas no pátio da Colônia de Férias do Sesc, com entrada pela Avenida Atlântica. O campo cultural também é explorado pela entidade, que no último final de semana lotou seu ginásio com apresentações do Circo dos Irmãos Queirolo, na sexta-feira, e da Filarmônica Antoniense, ontem. “Além do litoral, o Sesc desenvolve atividades semelhantes para as pessoas que não podem vir até aqui. Mais de dez cidades do Estado estão tendo uma programação especial de verão”, revelou o diretor regional do Sesc, Amauri Ribas Oliveira.

Oliveira destacou que a temporada de verão é uma ótima oportunidade de o Sesc mostrar seu trabalho, que é baseado na educação. “Nós desenvolvemos atividades durante todo o ano nas áreas da cultura, lazer, saúde e turismo, mas sempre tendo como objetivo final a educação”, explicou.

O diretor regional lembrou que no Sesc Verão são abertas oportunidades de empregos temporários para estagiários, principalmente de Educação Física.

“Muitos acabam sendo contratados depois. Essa é a história de vários funcionários nossos”, revelou, lembrando que o Sesc Verão teve início em 4 de janeiro e vai se estender até 8 de fevereiro. “Mas ainda continuaremos com atividade depois. Uma das mais tradicionais é o Sesc Triathlon Caiobá, que acontece nos dias 14 e 15 de fevereiro”, lembrou.

Reencontro de gerações

Uma vez bombeiro, sempre bombeiro. O orgulho de pertencer ou ter pertencido à corporação é unânime entre combatentes e ex-combatentes. Ontem pela manhã, várias gerações do Corpo de Bombeiros (CB) se reuniram para realizar uma travessia a nado próximo do Morro do Cristo até o a praia central de Guaratuba. A confraternização aconteceu pelo quarto ano consecutivo, ganhando espaço definitivo no calendário festivo da corporação.

A forma física, já não tão favorecida, dos oficias da reserva foi compensada pelo ânimo de voltar a praticar uma atividade como bombeiro. Profissionais da ativa também participaram da travessia, numa forma de mostrar a unidade dos bombeiros. Para o comandante da Operação Verão 2004, major Vanderlei Mariano, o objetivo da festa é dizer que o CB é uma família. “Estamos fortalecendo esses laços”, afirmou.

Aos 67 anos, o subtenente Luiz Murici da Rosa preferiu ficar na areia e não realizar a travessia. Mesmo assim, o reencontro com a corporação foi especial para ele. “É maravilhoso reencontrar amigos que conhecemos aos 18, 19 anos”, falou. Murici disse que como guarda-vidas trabalhou apenas um ano, mas numa missão difícil, ser enfermeiro. “Atendia o nosso pessoal e os que se machucavam”, lembrou, destacando que naquela época tudo era mais difícil. “Não tinha nada fácil, nós levávamos o serviço por amor à corporação”, salientou.

Passado e futuro

O subtenente Antônio Batista dos Santos, 67 anos, teve mais dois motivos para fazer a travessia ontem. Os netos gêmeos Andrey e Andrigo, de 15 anos, o acompanharam no mar. O sonho deles é seguir a profissão do avô. “Eles sempre me acompanham nadando. Acho que eles vão conseguir”, disse orgulhoso de seus pupilos. Santos lembrou que trabalhou várias temporadas como guarda-vidas. “No início da década de 70, não me lembro bem se 72 ou 73, eu consegui sozinho salvar três pessoas aqui em Guaratuba. Aquilo era praticamente impossível”, lembrou.

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