O Paraná registrou 5.506 óbitos por influenza e pneumonia ao longo e 2025, além de 222 mortes atribuídas a infecções por coronavírus. Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde.
Considerada como um fator importante de prevenção de doenças respiratórias, a higienização adequada das mãos ainda é apontada por especialistas. “Este simples gesto pode reduzir em até 40% o risco de infecções, como gripe, diarreia e conjuntivite” afirma a infectologista e consultora para ONA – Organização Nacional de Acreditação, Cláudia Vidal.
A ONA é uma entidade sem fins lucrativos que certifica a qualidade de serviços de saúde em todo o país, com foco na segurança de pacientes, por meio da acreditação. Além da influenza e da pneumonia, a ONA explica que as mãos contaminadas também podem contribuir para disseminação de outras infecções, como conjuntivite, catapora, hepatite A e outras doenças.
Paraná reforça chamada para vacinação contra a gripe
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça o chamamento para a que a população paranaense se vacine contra a gripe. Até o início de maio, a cobertura vacinal de crianças era de 17,48%. Das 773.532 crianças que atendem aos critérios de idade para vacinação pelo SUS, apenas 135.207 receberam a vacina.
Entre as gestantes a cobertura está em 36,94%, ou seja, das 98.316 gestantes que fazem parte deste público, 36.315 se vacinaram. Já nos idosos, o índice é de 34,25%. Das 2.088.412 pessoas acima de 60 anos, 715.324 receberam a dose.
Cesar Neves, secretário estadual da saúde, salienta que a vacina é segura e fundamental para a proteção coletiva. “A gripe pode evoluir para quadros graves, principalmente entre os grupos mais vulneráveis. A vacina está disponível gratuitamente e é a forma mais eficaz de prevenção. Precisamos ampliar essa cobertura e proteger a população no momento certo”, afirma.
Entre os públicos prioritários, as crianças apresentam a menor adesão até o momento. Além de mais suscetíveis a complicações, elas também têm papel importante na transmissão do vírus. “A vacinação das crianças é essencial para reduzir a circulação do vírus e proteger toda a comunidade. É um cuidado que começa dentro de casa, mas tem impacto coletivo”, ressalta.



