A Loft, empresa de tecnologia e serviços financeiros para imobiliárias, registrou aumento do Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA) de 5,0%, em setembro, para 5,2%, em outubro, no Paraná. O indicador reúne informações de 500 mil contratos de Fiança Aluguel em todo o território nacional.

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Com 5,2%, o estado ficou com a segunda menor taxa entre os sete estados monitorados, atrás apenas do Rio de Janeiro. Em 2026, a taxa paranaense caiu de 5,0% em janeiro para 4,6% em março, a mínima da série, e oscilou entre 4,8% e 5,3% desde então. No cenário nacional, o índice recuou pelo terceiro mês consecutivo e chegou a 5,84%. Na Região Sul, a taxa caiu de 5,6% para 5,5%, 0,3 ponto acima da paranaense.

Segundo o gerente de dados da Loft, Fábio Takahashi, as variações do índice no estado, tanto para cima como para baixo, têm sido discretas. “Se, por um lado, há o endividamento das famílias, por outro o programa Desenrola deu alívio para parte dessas pessoas com dificuldades”, afirma sobre os fatores que podem explicar o cenário. 

O Índice de Inadimplência de Aluguéis (IIA) é um indicador mensal desenvolvido pela empresa para acompanhar a proporção de contratos de locação residencial com atraso superior a 15 dias. A metodologia prevê uma janela de três meses para que a imobiliária responsável pelo contrato informe a Loft sobre o atraso.

Imobiliárias apostam em mais exigências para aprovar contratos

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Jean-Michel Galiano, diretor da imobiliária Apolar, que tem lojas no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraguai, relata que a empresa não compartilha da percepção de aumento da inadimplência e registrou um índice de 2,9%. O cálculo é feito a partir de 90 dias, quando o inquilino já está com dois alugueis atrasados, e a empresa analisa a situação a cada seis meses.

“Existe uma crise generalizada por conta do aumento de juros e por conta da questão do achatamento do poder de compra, mas não é a nossa realidade”, conta o diretor. A imobiliária notou aumento da falta de pagamentos entre inquilinos acima de 45 anos, por exemplo, mas não em apartamentos menores, comumente locados por pessoas mais jovens.

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Segundo ele, a Apolar, que tem uma carteira de cerca de 15 mil imóveis, se antecipou ao cenário ao perceber no início do ano sinais de aumento da inadimplência entre alguns perfis de inquilinos. “Percebemos que no tíquete de aluguel menor estava começando a aumentar e no tíquete alto não estava. E aí percebemos que o tíquete de aluguel menor são as pessoas que estão usando muito empréstimo, financiando, cartão de crédito”, relata.

Com base nessas informações, a empresa decidiu aumentar as exigências para aprovar contratos de locação de imóveis, com base em um cálculo de “score” dos inquilinos em potencial. “Nós trabalhamos aumentando a régua e escolhemos garantidoras que acompanharam o nosso score. Subimos a régua no perfil de cliente exato e acertamos perfeitamente”, afirma. As empresas garantidoras são organizações que assumem o papel de fiador em contratos de locação imobiliária.

Com a aproximação do fim do ano e do pagamento do 13º, ele afirma que a tendência é que a taxa de inadimplência reduza ainda mais. “É a melhor época para as pessoas colocarem suas contas em ordem”, diz.