Londrina tem o primeiro caso autóctone de dengue do período epidemiológico 2016/2017 no Paraná . A confirmação mostra que, mesmo no inverno, é possível contrair a doença. Por isso, os cuidados para evitar a dengue devem continuar. Além da eliminação de focos de água parada, o governo também oferece a vacina como estratégia de prevenção.

“Por registrar epidemias frequentes nos últimos cinco períodos epidemiológicos, Londrina é um dos 30 municípios do Paraná contemplados com a vacina da dengue. Apesar dos números preocupantes, a adesão à campanha no município está abaixo do esperado”, comenta a superintendente de Vigilância em Saúde, Cleide de Oliveira.

A superintendente explica que um dos motivos que justificam a baixa adesão é a estação de baixas temperaturas, que reduz a incidência da doença. “As pessoas acabam esquecendo e deixando de se preocupar com a dengue. Entretanto, a vacinação no inverno é estratégica”, diz.

A primeira fase da campanha da vacina contra a dengue começou no dia 13 de agosto e vai até 3 de setembro. De acordo com a diretora médica da Sanofi Pasteur, empresa responsável pela produção da vacina, Sheila Homsani, a partir da primeira dose, inicia-se a proteção. “Quem se vacinar agora, em agosto, estará mais protegido quando o verão chegar”, explica.

O esquema de vacinação é composto por três doses, com intervalos de seis meses, completando um ano até a última dose. “Após a primeira dose, já há proteção, mas também é importante que a população complete o esquema vacinal para assegurar o equilíbrio e a durabilidade da proteção”, enfatiza Sheila.

Para auxiliar na campanha, a Secretaria Municipal de Saúde de Londrina, em parceria com o governo do Estado, vai realizar a vacinação em escolas estaduais da cidade. O objetivo é imunizar até 20 mil alunos de 15 a 27 anos contra a dengue entre hoje (25) e 1º de setembro.