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Uma série de medidas devem
ser adotadas para combater o
problema no Estado.

O mundo todo está voltado para os problemas de mortalidade materna e infantil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) escolheu o tema para ser discutido hoje, que é o Dia Mundial da Saúde. A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) atendeu ao apelo e divulgou uma série de medidas que devem ser adotadas para combater o problema no Paraná. Foram convocados prefeitos, secretários de Estado e municipais para desenvolver os trabalhos. O índice de mortalidade hoje é de 16,4 por mil nascidos vivos no Paraná. O limite aceitável pela OMS é de 10 por mil.

A meta para o ano que vem é reduzir em 10% o índice de mortalidade no Estado. ?Para isso montamos centros de referência, programas específicos e repassamos equipamentos. Agora precisamos que os municípios entrem na nossa batalha?, afirmou o secretário. Além disso, Xavier incluiu na sua convocação entidades de classe voltadas à proteção da maternidade e infância e hospitais e entidades privadas ligadas ao tema. As secretarias da Educação, Desenvolvimento Urbano, Relações com a Comunidade, entre outras, também participarão do mutirão.

O Programa Mulher é uma das ações implantadas para consolidar a redução. Ele engloba o Programa de Gestação de Alto Risco. O governo do Estado ampliou de 12 para 26 o número de hospitais de referência para atendimento destes casos. Em dois anos o número mais que dobrou. Para 2005 a expectativa é que 42 hospitais sejam credenciados.

Além disso, cada uma das 22 Regionais de Saúde tem um ou mais ambulatórios de referência, que funciona dentro dos hospitais ou nos Consórcios Intermunicipais de Saúde. O objetivo é que nesses locais as gestantes de risco, depois de auxiliadas  na rede básica  atendimento municipal, no pré-natal, recebam assistência e encaminhamento especializados. Para isso, todos os profissionais envolvidos no sistema que atendem nos ambulatórios são capacitados periodicamente.

Capital

Curitiba apresenta índice melhor do que a média estadual, sendo referência para todo o País. No Brasil, a cada mil crianças nascidas vivas, 54 crianças morrem antes de completar um ano de idade. Na capital, o número baixa para 11,2.

Para chegar a esse índice, a cidade adotou várias medidas de proteção à saúde materna e infantil. O secretário Municipal de Saúde, Michele Caputo, explica que em 1999 foi  implantando o Programa Mãe Curitibana. Na época, o acompanhamento pré-natal já era eficiente, mas o programa trouxe avanços significativos.

Quando a gestante faz os primeiros atendimentos ela já sabe qual será a maternidade que fará o parto. ?Isso dá mais tranqüilidade?, fala Caputo. Além disso, a gestação começou a ser acompanhada mais de perto. O aumento do número de exames para prevenir doenças é um exemplo.