O Paraná tem os piores índices de mortalidade materna da Região Sul. A afirmação é do coordenador dos programas de saúde da mulher da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), Gleden Teixeira Prates, que deu início esta semana ao maior programa de redução da mortalidade materna no País. O objetivo é reduzir esse índice em 20%, até 2005.

Hoje no Paraná são registrados 65 mortes de mães para cada 100 mil nascidos vivos, número considerado alto comparado com os outros Estados da região: Santa Catarina registra 43 mortes maternas e o Rio Grande do Sul 50 para cada 100 mil nascidos vivos. Já em relação ao limite preconizado pela Organização Mundial da Saúde, que fica abaixo de 20 por 100 mil nascidos vivos, mostra que os índices paranaenses são ainda piores. “Chegamos neste Estado devido à incompetência da gestão anterior em relação a este assunto, mas com certeza mas reverter este quadro”, diz Prates.

O programa de Redução da Mortalidade Materna vai realizar, no próximo mês, cursos de capacitação para os 1.077 equipes do Programa de Saúde da Família (PSF) do Estado. Os médicos, enfermeiros, agentes de saúde e auxiliares de enfermagem que fazem parte das equipes serão treinados para a realização do acompanhamento pré-natal e identificação precoce dos casos de gestação de alto risco. Já a questão do parto mal assistido vai ser resolvido pela Comissão de Verificação da Qualidade de Atendimento no Parto, criada por decreto assinado pelo secretário e Estado da Saúde, Cláudio Xavier. A Comissão fará relatórios mensais e corrigirá eventuais falhas no atendimento das equipes médicas.

Outros problemas são a falta de leitos e de atendimento especializado às gestantes de alto risco. Para solucioná-los, serão reorganizadas todas as unidades de gravidez de alto risco do Estado. As centrais terão que fazer notificação obrigatória à Sesa de todas as gestações de alto risco, que serão acompanhadas por um médico coordenador da equipe, em Curitiba. Já os hospitais contemplados com o programa de repasse de recursos do governo estadual serão obrigados a ter unidade de gravidez de alto risco, com leitos disponíveis e equipes capacitadas.