A partir deste mês de agosto, os Cartórios de Imóveis do Paraná passam a receber em tempo real as ordens judiciais de penhora, arresto e sequestro de bens. A mudança é resultado da implantação nacional do Constri-Jud, novo sistema eletrônico criado pelo Operador Nacional do Sistema de Registro Eletrônico de Imóveis (ONR), que passa a conectar diretamente os cartórios de todo o país aos tribunais de Justiça.

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Somente entre 2020 e 2025, o Paraná já havia processado 4,1 mil penhoras de imóveis pelo sistema anterior.

Com a integração, o tempo entre a decisão judicial e sua chegada ao cartório diminui de forma significativa, o que reduz o risco de venda ou alteração de bens que já deveriam estar bloqueados.

“A redução do tempo entre a decisão judicial e sua chegada ao Registro de Imóveis aumenta a efetividade das execuções e reduz incertezas para quem opera no mercado imobiliário. Quanto menor esse intervalo, menor o risco de negociações envolvendo bens já alcançados por ordens judiciais”, explica Fernando Pupo Mendes, diretor do ONR.

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O volume de penhoras no Paraná já vinha crescendo mesmo antes da mudança: passou de 492 casos em 2020 para 855 em 2025, alta de 73% no período. Somente nos sete primeiros meses de 2026, outras 432 penhoras foram registradas. Por ora, o Constri-Jud trata apenas de penhora, arresto e sequestro de imóveis, mas a ideia é que o sistema passe a incluir, com o tempo, outras funções, como cancelamento de constrições e bloqueios de matrícula.