O Sistema Único de Saúde (SUS) do Paraná dá um salto no planejamento reprodutivo ao incorporar o implante subdérmico contraceptivo de etonogestrel. O método, que pode custar até R$ 4 mil no setor privado, agora será oferecido gratuitamente na rede pública, ampliando o acesso a uma tecnologia de ponta para adolescentes e mulheres.
A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em parceria com o Ministério da Saúde, realizou uma oficina de qualificação para profissionais de 38 municípios referências das 22 Regionais de Saúde. O implante, eficaz por até três anos, é considerado altamente eficaz e reduz falhas comuns relacionadas ao uso contínuo de anticoncepcionais diários ou mensais.
O dispositivo será disponibilizado para adolescentes e mulheres em idade fértil, conforme critérios definidos pelo Ministério da Saúde. Ele se soma aos métodos já ofertados pelo SUS, como DIU de cobre, pílulas, injetáveis, preservativos, laqueadura e vasectomia.
O Paraná já recebeu e distribuiu 25.620 unidades do implante contraceptivo. Inicialmente, 38 cidades com mais de 50 mil habitantes foram contempladas. A previsão é que, no próximo semestre, o método esteja disponível em todas as 22 Regionais de Saúde, ampliando o acesso ao planejamento reprodutivo em todo o Estado.
A incorporação do implante representa um avanço significativo na oferta de métodos contraceptivos e no fortalecimento dos direitos sexuais e reprodutivos, visando reduzir a incidência de gestações não intencionais e promover a saúde das mulheres paranaenses.



