Situação crítica

Paraná em situação de Emergência Hídrica: decreto proíbe desperdício e autoriza rodízio

Imagem mostra a represa do Passaúna.
Com nível de reservatórios baixos, paraná decreta estado de Emergência Hídrica. Foto: Arquivo/ Átila Alberti/Tribuna do Paraná.

O Governo do Estado do Paraná declarou Situação de Emergência Hídrica em todo o território paranaense. O decreto, assinado pelo governador do estado Ratinho Jr. e válido por 180 dias, tem como gancho a severa crise hídrica resultante de um déficit acumulado de chuvas, o qual foi agravado no primeiro trimestre de 2026. A situação é influenciada pela fase final do fenômeno La Niña e pela atuação de massas de ar seco. Este decreto autoriza, se necessário, o rodízio de água.

O cenário é preocupante para os reservatórios e pontos de captação que abastecem a população. Segundo os dados que embasam o documento, 69% dos 291 pontos monitorados operam fora da normalidade. Dentre eles, 52,58% encontram-se em situação de “Rio Baixo” e 16,49% em situação de Estiagem.

A crise foi acelerada por uma anomalia térmica com desvios críticos de até 2,8 °C na região Sudoeste, o que elevou drasticamente os processos de evapotranspiração. Para os meses de abril e maio de 2026, a previsão meteorológica indica a continuidade de chuvas abaixo da média e temperaturas acima da média, o que compromete ainda mais a disponibilidade de água bruta para o abastecimento público.

Decreto proíbe “desperdício” de água e autoriza rodízio

Para mitigar os impactos, o Instituto Água e Terra (IAT) passa a priorizar o uso da água para o consumo humano e para a dessedentação de animais. O órgão também poderá suspender ou restringir outorgas de uso de recursos hídricos para finalidades não essenciais e intensificar a fiscalização nessas bacias hidrográficas.

Decreto autoriza rodízio de água, se necessário

Por sua vez, a Companhia de Saneamento do Paraná (SANEPAR) e demais concessionárias estão autorizadas a implementar medidas de contingenciamento, que incluem o rodízio no abastecimento público para preservar o volume útil dos reservatórios, a intensificação do monitoramento da qualidade da água bruta — reduzindo riscos devido à baixa capacidade de diluição de efluentes — e campanhas de conscientização para a redução do consumo.

O que o decreto de emergência hídrica no Paraná proíbe

Para preservar o volume dos reservatórios, fica proibido o uso de água potável da rede pública para atividades não essenciais, incluindo:

  • Lavagem de calçadas, pátios e veículos;
  • Irrigação de jardins e gramados;
  • Enchimento de piscinas e outras atividades recreativas de alto consumo.
Siga a Tribuna no Google, e acompanhe as últimas notícias de Curitiba e região!
Seguir no Google