O Paraná foi o terceiro maior gerador de primeiros empregos na indústria nacional entre 2000 e 2005 e o quarto em reemprego no setor. O Estado respondeu por 7,9% dos primeiros empregos gerados pela indústria brasileira neste período e por 8,1% do total de admissões ao reemprego. É o que aponta o estudo ?Caracterização das Admissões na Indústria?, um retrato dos trabalhadores que são admitidos na indústria, realizado pelo Departamento Nacional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O estudo fornece ao Senai novos subsídios para sua política de formação de mão-de-obra industrial.

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No período dos seis anos analisados foram admitidos 3,3 milhões de trabalhadores ao primeiro emprego e 16,2 milhões em reemprego, totalizando quase 20 milhões de admissões no período. O Senai vem respondendo à evolução da demanda industrial. No Paraná, o Senai vem fortalecendo os programas educacionais. Ano passado, o Senai Paraná formou 61.163 profissionais nas modalidades Aprendizagem Industrial (5.719), Qualificação (18.983), Aperfeiçoamento (33.212), Cursos Técnicos (3.200) e Pós-Graduação (49).

Um dos exemplos mais emblemáticos é o aumento expressivo no número de alunos dos cursos de Aprendizagem Industrial do Senai Paraná, que preparam gratuitamente jovens com idade entre 14 e 24 anos para o mercado de trabalho. Em 2003, foram 1.451 matrículas, em 2007 o número de alunos deve chegar a 7 mil. Em média, de 60% a 70% dos alunos concluem o curso e conseguem colocação nas empresas.

O estudo do Departamento Nacional do Senai reflete esta realidade. Elaborada a partir de dados consolidados dos quatro grandes setores da indústria (de transformação, extrativa mineral, de construção e serviços industriais), a pesquisa verificou que para cada cinco admissões de reemprego na indústria ocorreu uma de primeiro emprego, com tendência de redução da parcela representada pelo primeiro emprego.

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Coordenado pelo professor de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) João Saboia, o levantamento ? desenvolvido a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) ? apontou que os dois tipos de admissões concentraram-se neste período na região Sudeste, a mais industrializada do País, e, em menor escala, na região Sul. Entre os estados, o destaque ficou com São Paulo com 25% das admissões ao primeiro emprego e 29% de reemprego.

Primeiro emprego

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Na admissão ao primeiro emprego, o Paraná ficou atrás apenas de São Paulo (25,3%) e Minas Gerais (12,8%). Depois vieram Santa Catarina (7,3%) e Rio Grande do Sul (6,9%). Esses cinco Estados responderam por 60% do total.

A região Sul representou 22,5% do total de admissões ao primeiro emprego, ficando atrás somente do Sudeste, que registrou 44,5%. O quadro regional também variou de acordo com o setor. No Sul, o destaque ficou por conta das indústrias de madeira e mobiliário, responsáveis por 39,7% do total. Os setores de calçados (30,2%), borracha, fumo e couro (29,2%) e têxtil e vestuário (28,5%) dos três estados do Sul também obtiveram um bom desempenho em relação às outras regiões.

As regiões metropolitanas destacaram-se entre as mesorregiões nas admissões ao primeiro emprego. São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Fortaleza, Curitiba e Salvador estão entre as maiores mesorregiões geradoras de primeiro emprego do País.

Em 2005, por exemplo, a Região Metropolitana de Curitiba registrou 11.126 admissões ao primeiro emprego e o Norte Central Paranaense, 11.008.

Reemprego

A abertura de vagas de reemprego entre 2000 e 2005 revelou uma concentração regional ainda maior, registrando também os maiores índices nas regiões Sudeste (50,4%) e Sul (25,3%). O Paraná registrou o quarto melhor índice, com 8,1%, ficando atrás de São Paulo (28,9%), Minas Gerais (13,6%) e Rio Grande do Sul (9,9%).

Na região Sul, o destaque ficou por conta das indústrias de madeira e mobiliário (50,4%) e de calçados (51%), responsáveis por mais da metade das admissões por reemprego em relação às demais regiões.

Considerando-se todos os estados das regiões Sul e Sudeste (exceto Espírito Santo), obteve-se quase três quartos do total de admissões de reemprego no País. O conjunto de estados das regiões Norte e Centro-Oeste mal passa de 10% do total de admissões de reemprego industrial no País.

Das 3,1 milhões de admissões por reemprego levantadas pelo Caged em 2005, 1,9 milhão, ou seja, 60% foram encontradas em apenas 20 mesorregiões. Em 2005, a Região Metropolitana de Curitiba registrou 87.098 admissões ao reemprego.