Paraná recebe nesta terça-feira (16) mais um registro de Indicação Geográfica (IG) com o Pão no Bafo de Palmeira, localizado nos Campos Gerais. Com 148 anos de história, a iguaria chegou na região em 1878 com imigrantes russo-alemães que se estabeleceram em comunidades de Quero-Quero, Colônia Papagaios Novos, Santa Quitéria, Lago e Pugas.
A receita é preparada com três ingredientes principais: carne suína, repolho e pães cozidos no vapor, todos em camadas dentro de uma panela. A iguaria se tornou um dos principais símbolos gastronômicos da região.
Em 2015, o prato foi reconhecido como Patrimônio Imaterial de Palmeira. Atualmente, a cidade reconhece outros patrimônios imateriais como a gengibirra – gasosa paranaense produzida à base de gengibre que começou na colônia Cecília. A cidade também conta com a fanfarra do Colégio Dom Alberto e a banda Lida Celeste da Igreja Assembleia de Deus.
O idioma Plautdietsh, da Colônia Witmarsum, na região de Palmeira, foi o último reconhecimento de patrimônio imaterial da região, feito em 2020.
Indicação Geográfica pode trazer benefícios para a região
Para o diretor-geral da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento de Palmeira, Bruno Krevoruczka, a conquista pode trazer benefícios econômicos para a região. “O selo de Indicação de Procedência agrega valor, estimula o turismo e a gastronomia local e abre novas oportunidades de renda para as famílias da região”, reforça.
A certificação garante proteção ao uso da denominação, estabelece critérios para sua utilização e amplia a visibilidade do produto e do município. A formação da Associação dos Produtores de Pão no Bafo de Palmeira (Apafo) também ajuda a preservar a tradição gastronômica do local.
Atualmente, o Paraná soma 27 IGs reconhecidas e ocupa a liderança nacional. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 21 registros, e São Paulo com 15.
Apenas em 2026, o Paraná conquistou cinco novos registros. Além do Pão no Bafo, também foram certificados o couro de peixe de Pontal do Paraná, o ginseng de Querência do Norte, o café da Serra de Apucararana e as tortas de Carambeí.
O Estado obteve oito novas Indicações Geográficas em 2025, entre elas as ostras do Cabaraquara, ponkan de Cerro Azul, broas de centeio de Curitiba, cracóvia de Prudentópolis, carne de onça de Curitiba, café de Mandaguari, urucum de Paranacity e queijo colonial do Sudoeste do Paraná.
