O Brasil, em conjunto com 191 países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU), assinou há cerca de seis anos um compromisso para melhorar a sustentabilidade do planeta. A proposta apresenta oito objetivos de desenvolvimento do milênio, divididos em 18 metas, que devem ser atingidos por todos até 2015. Para que isso aconteça são estimulados a promover ações conjuntas, o governo, empresas e organizações sociais. No Paraná ? que pretende cumprir as metas até 2010 – alguns desses objetivos já foram alcançados, mas outros, ainda estão longe de serem atingidos.

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Um dos pontos que o Estado avançou, comenta o estatístico do Observatório Regional Base de Indicadores de Sustentabilidade (ORBIS), Alby Duarte Rocha ? que utiliza como base de dados órgãos oficiais como IBGE e ministérios – se refere a redução da proporção da população abaixo da linha da pobreza. Em 1990, apenas 55% das pessoas tinham renda suficiente para comprar uma cesta básica. Em 2005 esse número foi reduzido em 25%. Outro avanço diz respeito a educação, quando meta é eliminar a disparidade de sexos no ensino médio e fundamental.

De acordo com Rocha isso já é uma realidade no Estado, onde o acesso das mulheres à educação chega a ser maior que a dos homens. Porém no tocante educação básica de qualidade, o Paraná ainda não fez a lição de casa. No ensino médio, por exemplo, pouco mais de 50% dos alunos concluem este nível educacional. ?Temos ainda 4,5% das crianças fora da escola?, comentou o estatístico.

Porém é na saúde que o Estado ainda está com dificuldades de conseguir melhorar seu desempenho. A mortalidade infantil tem com meta uma redução de 66,75%, e o Paraná já conseguiu 50%. Já na mortalidade materna a meta de redução é de 75% e o Estado alcançou só 33%. ?Esse item é onde o Estado tem os piores indicadores?, ponderou Rocha.

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No que e refere a combater o HIV/Aids, o Estado teve um crescimento da doença até 1997, porém a partir de 2003 vem revertendo esse crescimento, e gora mantém os números. Mas em relação a outras doenças, como o caso da dengue e tuberculose, o Paraná ainda mantém altos índices.

Na questão ambiental, o Estado vem aumentando as unidades de conservação, mas dificilmente conseguirá reverter as perdas de áreas verdes, já que hoje possui apenas 7% da sua cobertura vegetal. Já em relação ao acesso a água potável, o Estado teve avanços, e hoje apenas 3% dos domicílios urbanos não tem acesso a água canalizada, mas 24% do meio rural ainda não tem acesso a esse benefício.

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