A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) do Paraná apresentou nesta sexta-feira (5), no Rio de Janeiro, suas experiências para complementar o teto da assistência hospitalar e ambulatorial de Média e Alta Complexidade (MAC). O debate ocorreu durante o painel de saúde do 14º Cosud – Consórcio de Integração Sul e Sudeste, visando manter atendimentos regulares em diversos setores da saúde.
O Paraná detalhou métodos de análise e práticas de controle que permitiram ao Estado financiar o teto MAC e melhorar a alocação de recursos em hospitais, ambulatórios e serviços especializados. Um exemplo citado foi o programa Opera Paraná, que estabelece parcerias com hospitais para garantir cirurgias. Em 2024, foram realizados 686 mil procedimentos, e nos primeiros seis meses de 2025, já somam mais de 370 mil.
César Neves, diretor-geral da Sesa, destacou que o estado vem aportando recursos próprios para complementar a insuficiência de verbas e ampliar contratos assistenciais. No entanto, ressaltou a necessidade de recomposição do financiamento federal para garantir a sustentabilidade da rede de saúde.
Atualmente, o governo federal custeia 38% dos pagamentos necessários para esses serviços, enquanto no início do século essa participação era de 70%. No Paraná, estado e municípios garantem 60% desses custos. A Secretaria da Saúde aumentou repasses para diferentes tipos de parto e, apenas em 2023, repassou R$ 160 milhões aos municípios.
Representantes de outros sete estados (Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina) participaram do debate, que também abordou o programa federal Agora tem Especialistas, que visa reduzir o tempo de espera por atendimentos no Sistema Único de Saúde (SUS).



