Foto: Fábio Alexandre

Trabalhando três horas por dia, uma maquete grande leva até um mês para ficar pronta.

continua após a publicidade

Palitos normalmente usados na culinária ganharam uma outra função nas mãos de Daniel Nascimento, 37 anos, que vira artesão quando encontra folga no trabalho. Desde 1991 ele usa a matéria-prima para fazer esculturas de casas que vê na rua ou na internet. Começou fazendo modelos bem pequenos, mas já chegou a criar esculturas com dois andares, com mais de 80 centímetros de comprimento por 30 de altura.

Daniel sempre gostou de desenhar, chegou a fazer curso de pintura, mas desistiu e resolveu se dedicar a esculturas de casas. O material usado é bem simples: são palitos dos mais variados tipos e tamanhos, cola escolar e papelão.

Tudo começa com a escolha do modelo, que pode ter sido visto na rua, copiado da internet ou sugerido por um amigo. Depois, ele faz uma planta da casa e precisa ter cuidado com a escala das paredes, portas e janelas. Na hora da montagem, as peças precisam ficar encaixadas. Daniel conta que no começo perdeu muito material, mas agora costuma tirar de letra.

Depois de pronto o desenho, ele começa a montar as placas de cada parte da casa. O trabalho é minucioso e demorado, exige paciência e concentração. Com até três horas de trabalho por dia, demora até um mês para criar uma casa de porte grande. Aos poucos, os palitos de sorvete viram o telhado, os de fósforos revestem o piso e paredes e os de churrasco fazem os detalhes da varanda. Tudo colado ao papelão. ?Não tenho idéia de quantos palitos gasto em uma casa. São muitos maços?, comenta.

continua após a publicidade

Daniel gosta tanto da atividade que gostaria de largar um dos seus dois empregos para se dedicar ao artesanato. Por enquanto, só atende pedidos de amigos e conhecidos. O preço das casas é variado. A mais cara foi vendida por R$ 200.