A manhã de quinta-feira (19/02) em Londrina foi marcada por uma operação que trouxe à tona um caso chocante. A Polícia Civil do Paraná prendeu um homem de 55 anos, suspeito do brutal assassinato de Giovanna dos Reis Costa, uma menina de apenas 9 anos, ocorrido em 2006 em Quatro Barras, região metropolitana de Curitiba.
O caso, que permaneceu sem solução por quase duas décadas, ganhou novo fôlego em 2025 quando informações inéditas chegaram à Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Curitiba. Relatos de mulheres apontaram o suspeito como possível autor do crime, com detalhes que coincidiam com a cena do crime.
A delegada Camila Cecconello, à frente da investigação, ressaltou o compromisso da Polícia Civil em solucionar casos antigos. “Essa prisão é um golpe decisivo contra a impunidade, demonstrando que a PCPR não descansa até que responsáveis por crimes hediondos como esse enfrentem a justiça, independentemente do tempo transcorrido”, afirmou.
O crime que chocou Curitiba
Em 10 de abril de 2006, Giovanna desapareceu enquanto vendia rifas escolares próximo à sua casa. Dois dias depois, seu corpo foi encontrado em um terreno baldio, envolto em sacos plásticos e amarrado com fios elétricos. A perícia confirmou morte por asfixia mecânica, com sinais de violência sexual extrema.
Inicialmente, um grupo de homens da vizinhança foi indiciado e levado a júri popular, mas acabou absolvido por falta de provas conclusivas. O caso foi então arquivado, deixando a comunidade curitibana em busca de respostas.
Novas evidências e a reabertura do caso
Com o surgimento de novos elementos em 2025, a polícia reabriu o inquérito. Provas técnicas corroboraram as suspeitas: fios elétricos apreendidos na casa do suspeito na época do crime apresentavam características idênticas aos usados no corpo da vítima. Uma sacola de mercado onde as roupas foram encontradas também foi ligada à residência do investigado.
O histórico do suspeito, que inclui prisões por importunação sexual e processos por estupro de vulnerável, revelou um padrão de conduta alarmante. Em um dos casos, ele chegou a instalar câmeras em um banheiro de uma lanchonete onde trabalhava.
“Na época dos fatos esse homem chegou a ser ouvido pelos policiais, mas agora temos um conjunto robusto de provas para essa prisão. Ele está com prisão preventiva e encontramos objetos de uso sexual na casa dele. Vamos concluir o inquérito nos próximos dez dias”, acrescentou a delegada Cecconello.
O suspeito foi encaminhado ao sistema prisional e permanece à disposição da Justiça.
